A Igreja se seculariza quando reduz a fé à medida humana

Cardeal Robert Sarah adverte: a secularização entra na igreja quando deixa de propor uma fé fundada na revelação de Cristo para reduzi-la às exigências e à mentalidade do homem moderno.

Viver a difícil liberdade

Nestes nossos dias muito se fala de liberdade, seja de expressão, de opinião, sexual, afetiva ou financeira.

Sobre os Felizes

Olá, amigos e amigas leitoras, estamos de volta! Partilho com vocês esta Coluna me enviada no WhatsApp por uma amiga.

Namoro: escola de aprendizados felizes, apesar dos desafios

Partilhar a vida a dois é um anseio do coração humano, uma vocação, uma vivência que passa por muitas experiências de aprendizado...

2016-12-27

Viver a difícil liberdade



Nestes nossos dias muito se fala de liberdade, seja de expressão,  de opinião,  sexual, afetiva ou financeira. Tudo respira liberdade e ai de quem a ela se opõe ou dá sinais de resistência.  Somos livres e pronto, é o grito de guerra quase que inconsciente! Não sei exatamente como refediniria Sartre, o filósofo,  quando disse que estamos condenados por sermos livres.

O paradoxo de nossa liberdade contemporânea é que, infelizmente, muitos não aceitam a forma do outro viver a tal liberdada defendida. O meu conceito de bom, de verdade e de felicidade não pode ser dogmatizado, mas expandido além da fronteira do diferente. Não prego o relativismo da verdade, porque ela continuará tendo sempre uma essência: o bem comum, o respeito, a justiça e o altruísmo. Estes valores são os pilares de uma autêntica liberdade.

Não entendo a violência em nome da liberdade. Não entendo a agressão ao outro simplesmente pela sua forma de ser e viver, ainda que isto se choque com o que chamamos de "nossa verdade, nossa liberdade". Quem não se deixa lapidar nas suas prisões de ideias e conceitos, padrões engessados de comportamentos e de relacionamentos jamais se encaixará no ambiente saudável de convívio social. O "outro diferente" lhe será sempre ameaça, o que se faz lamentável. Mas não percamos a coragem na luta pacífica pela liberdade sonhada e conquistada com tanto afinco. Desejemos, com todas as nossas forças,  viver a difícil liberdade de nossos dias.

Antonio Marcos

2016-12-26

Chegou Natal!


Esperado pelo coração o Natal chega, não como mais um ato a ser celebrado pelos que creem ou festejado pelos que trocam presentes, comem e bebem, mas como oportunidade para uma reflexão sobre a vida. Sim, a vida, porque Deus se fez "gente como a gente" para nos ensinar como viver esta vida de forma livre, não escrava, como assim decorria em seu tempo.

A vida do Menino Deus foi uma aposta do Deus que é Pai e que correu risco ao colocar a vida do seu filho nas mãos dos homens. Porém, Deus conduz a história e sabe fazer do seu desígnio sempre oportunidades para que os homens escolham a vida. Agradecemos a coragem de Maria e de José pela aposta que fizeram pelo Filho de Deus, ainda que não tivessem a exata noção do mistério que os envolviam.

Chegou o Natal mais uma vez, mas absolutamente este mistério nunca será mesmismo para quem aposta no bem, na fraternidade e na justiça. A força deste Menino está oculta, contemplada e desfrutada apenas pelos "fracos", porque o Natal não é poder e nem força, mas fraqueza de um Deus que nos escolheu como morada para nos ensinar a consquistar a morada eterna com a força do seu amor e de sua morada. Chegou o Natal!

Antonio Marcos