Namoro: escola de aprendizados felizes, apesar dos desafios

Escrito Por Antonio Marcos na segunda-feira, fevereiro 23, 2015 Sem Comentários
Partilhar a vida a dois é um anseio do coração humano, uma vocação, uma vivência que passa por muitas experiências de aprendizado e chega à maturidade.  Um caminho de altos e baixos porque, infelizmente, além das virtudes, talentos e habilidades trazemos também as nossas experiências negativas, nossas ausências e debilidades na arte da convivência, na construção e cultivo de valores que fazem a vida a dois possível e feliz, vocacionada a uma continuidade sempre frutífera. 

Essa partilha em forma de convivência começa com os graus da relação, tais como a amizade e o namoro até os níveis mais compromissados. Sempre escutamos os outros falarem de respeito, confiança, diálogo, acolhida do jeito de ser do outro, correção fraterna capaz de “ganhar o outro”, não de humilhá-lo e isolá-lo do anseio conjunto pela concórdia e pela felicidade, e tudo isso é verdade, mas esse processo tem um preço. O que fazemos com nossas descobertas? Como lhe damos com nossas mazelas? Como construímos juntos o namoro que deve nos preparar para uma convivência afetiva duradoura? A resposta não é tão simples, é pessoal e dos enamorados.

O namoro como experiência de encontro mútuo que leva à simbiose natural do enamoramento, não ignora os defeitos um do outro, mas os inclui no processo que deve ajudar a ambos se conhecerem, refletirem e mudarem. Essa mudança não pode ser imposição, mas um movimento do amor. Não deixamos de ser quem somos, apenas vivenciamos o feliz desafio da convivência humana e afetiva. O outro a quem amo não me anula, mas me promove, e toda promoção gera uma mutação no coração e na mente, nas ações e nas omissões. O namoro já é assim uma escola de aprendizados felizes, apesar dos novos desafios que hoje vemos.

Eu rezo a Deus para que o namoro redima mais do que “condene”. A felicidade tem a sua escola, não é aprendizado finalizado, mas sempre em construção. Antes de sermos cônjuges e família, que sejamos pessoas que fazem da convivência do namoro uma forma de dar crédito ao amor e ao respeito pelo outro.

Ant. Marcos