A Igreja se seculariza quando reduz a fé à medida humana

Cardeal Robert Sarah adverte: a secularização entra na igreja quando deixa de propor uma fé fundada na revelação de Cristo para reduzi-la às exigências e à mentalidade do homem moderno.

Viver a difícil liberdade

Nestes nossos dias muito se fala de liberdade, seja de expressão, de opinião, sexual, afetiva ou financeira.

Sobre os Felizes

Olá, amigos e amigas leitoras, estamos de volta! Partilho com vocês esta Coluna me enviada no WhatsApp por uma amiga.

Namoro: escola de aprendizados felizes, apesar dos desafios

Partilhar a vida a dois é um anseio do coração humano, uma vocação, uma vivência que passa por muitas experiências de aprendizado...

2014-03-23

Temos sede, Senhor!

Há uma sede visível e gritante nos nossos dias, de forma especial. Não simplesmente "uma sede de água", mas uma sede de sentido, de rumo, de vocação, de descoberta de si mesmo, descoberta da missão pessoal, da identidade como pessoa, como filho de Deus e cidadão do céu. 

O contexto do deserto se repete em muitas vidas, talvez na minha, talvez na sua: onde estão as promessas? Será que morremos aqui? E surgem outros sentimentos: desespero, murmuração, contestação... Está tudo errado com os outros, com o mundo, comigo mesmo. As dificuldades do caminho, elas nunca desaparecem, pois são provas que podem se tornar em degraus. 

A luta interior, quem não passou ou há de passar? E, também visível, mais do que nunca, é a sede de justiça, de paz, de solidariedade, de tolerância, de amor pela qual passa a humanidade. Tudo nos pede oração e ação: Senhor, dá-nos de beber. Dá-nos a água capaz de gerar sentido e salvação. Dá-nos a água da transformação e da missão. Temos sede do encontro verdadeiro com o Deus de Jesus Cristo. 

Ant. Marcos 

Ir. Cristina trouxe um pouco de “redenção”...

Não consideremos que agora vale tudo pela evangelização, ignorando o bom senso e o discernimento, claro que não. A evangelização continua pedindo prudência, mas sem jamais intimidar a ousadia, a criatividade e a confiança em Deus que nos envia e nos capacita. O Espírito Santo é o artífice de toda e qualquer ação em prol do Evangelho. 

Uma questão curiosa me chama a atenção com a apresentação da Ir. Cristina no The Voice, versão italiana. É o fato de sua atitude não ter sido muito diferente de alguns padres e irmãs aqui no Brasil, nem preciso citar nomes. Uns mais de acordo com os fiéis, outros menos aceitáveis, faz parte. O fato é que eu percebo que as coisas mudaram muito, graças a Deus. Eu mesmo presenciei durante os anos de vida missionária alguns irmãos que simplesmente ignoravam os membros de outras religiões e, o pior, eram profundamente céticos e críticos da evangelização por parte de alguns em certos ambientes da mídia secular.

Os tempos estão mudando, ou melhor, a consciência, e isto é mesmo maravilhoso. De certa forma o que acontece no mundo midiático (ou não), como a apresentação da Ir. Cristina, infelizmente ainda choca muita gente que se esconde na “caricatura de santo”, mas que não passam de puritanos, de religiosos do próprio umbigo, do culto às próprias ideias arcaicas, descontextualizadas e não transformadas pelo Evangelho. A Igreja continua sensata, reconhecedora e respeitadora do seu limite, consciente da sua missão no mundo secular, mas cada vez mais cheia de Parresia.

Evidentemente, não preciso falar do papa Francisco. Para o “desespero de muitos” é bem provável mesmo que o Papa ligue para a Ir. Cristina e lhe parabenize pela coragem de colocar – criativamente e profeticamente – os dons que recebeu do Senhor numa evangelização diferente, exatamente como o mundo precisa. Como diz o velho e sábio Pe. Zezinho: "Muita gente não sabe as virtudes e os dons que têm". E ainda existem aqueles que sabem desses dons e se deixam intimidar, não os colocam a serviço: cantar, dançar, falar, escrever, pintar, ser presença, sorrir..., tudo deve ser colocado em prol do anúncio do Evangelho.

A ação evangelizadora da Ir. Cristina, The Voice italiano, vem, de certa forma, trazer um pouco de redenção aos que foram até hoje acusados de banalizar a missão da evangelização. Confesso que o vídeo e a repercussão me deixaram inquieto e desejoso de também continuar a dar de graça tudo o que recebi do Senhor. Que a sua graça no ajude a vencer todo medo e omissão. Assim seja.

Ant. Marcos


2014-03-08

Minhas orações às Mulheres

Neste dia especial, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, nossas intenções de oração estejam, de forma especial, voltadas às Mulheres. Certamente somos todos testemunhas da força e da fecundidade da vida e missão de uma mulher feliz, que se deixa cada dia moldar pelos valores que enobrecem, pelo Bem e pelo Bom. Creio que a família e a humanidade em geral precisam outra vez fazer a experiência da ternura de Deus, tão viva e eficaz na expressão da vida feminina. Num mundo de grandes contrastes, de tanta desvalorização da mulher, de contextos que violentam a identidade e a missão da mulher, faz-se necessário o empenho de todos, sobretudo de nós, homens, para que as mulheres se configurem ao coração de Deus e assim estejam sempre focadas na grande missão lhes confiada pela providência divina na humanização do homem e deste mundo, como nos falou um dia o Beato João Paulo II, papa. Que a Virgem Maria, mulher exemplo na vivência das virtudes cristãs, interceda sempre. O homem e a mulher são dons de Deus, são parceiros na construção de si e do outro, da sociedade e da humanidade. Minhas orações às Mulheres, minha gratidão a tantos testemunhos, exemplos de vida digna, virtuosa, santa e heroica de tantas mulheres, e tantas vezes em meio a lágrimas e desafios. Minhas intenções na esperança de que vocês nunca desistam de perseguir o amor e a verdade, o serviço, a ternura e a caridade de Deus. Parabéns!

Ant. Marcos


2014-03-05

Quarta-feira de Cinzas: “Vivendo num país de falsos-selves” – Uma reflexão.

Texto de FLÁVIO PAIVA

Primeiro dia após o Carnaval, a quarta-feira de cinzas é um bom momento para pensarmos em questões da nossa essência. As cinzas, na tradição cristã, compõem uma mensagem de que “do pó viemos e ao pó voltaremos”. Somos nada e somos tudo. Por isso mesmo, forçar o que sobrou da fantasia ou do retiro do feriadão é cair na armadilha da saudade do que passou, enquanto há um ir para frente que pede passos seguintes.

Particularmente, tenho andado com uma certa dificuldade de aceitar relações com personalidades artificiais. Prezo demais o valor da palavra e do respeito ao combinado para me submeter aos caprichos do falso-self. Tenho a esperança de que muita gente também pense assim. Não me sinto só. Apenas fico indignado quando deparo com situações de falta de compromisso estandardizadas em pessoas perdidas nos labirintos da falsidade e do narcisismo.

Quando isso acontece, fico a me perguntar quem são essas pessoas de mentira, que se acham poderosas simplesmente porque são capazes de aplicar golpes baixos nos outros. Dá para notar que são pessoas que sempre aparecem esbanjando incapacidade de serem elas mesmas em deformações de criatividade, imaturidade para a independência e desejos de se afirmarem por algum tipo de autorrepresentação.

Por não acreditarem em si, escondem o que poderiam ser e não se enxergam. Se não dá para saber o que buscar, fica difícil pensar em para quê. Eis o mantra da quarta-feira de cinzas. Passado o Carnaval, não se chega a um caminho contrário. A inversão da festa não tira a qualidade do que temos a fazer. Não existe ressaca que nos impeça de nos apresentarmos como realmente somos, mostrando a cara, assumindo nosso jeito de viver, integrando experiências e descobrindo o que tendemos a ocultar.

À frente dos nossos impulsos individuais e coletivos, como espécie humana e como indivíduos transcendentais, tudo pode até parecer igualmente aniquilado e despedaçado, mas o que vale é não perdermos a potencialidade de ser alguém. Nessa situação, não temos o direito de ceder espaço aos mecanismos de defesa próprios das pseudo constituições das pessoas que falam da boca para fora, com o intuito de agradar à própria ausência.

Não podemos desanimar nem perder a coragem de ser diante da ameaça invasiva do não-ser. Em “Vivendo num país de falsos-selves” (Casa do Psicólogo, SP, 2003), o psicanalista pernambucano Júlio de Mello Filho aborda aspectos da realidade sócio-política-cultural à luz do tema do falso-self descrito por Donald W. Winnicott (1896 – 1971). Para o pensador inglês, o falso-self é aquele indivíduo que tem a tendência de sempre se adaptar ao ambiente e de exibir uma falsa existência, de poucos valores e plena de futilidades.

Entendo que a quarta-feira depois da folia ou do descanso não é dia de reparação, já que a vida continua em sua rotina nem mais nem menos verdadeira. Mello Filho diz que “o sucesso profissional é o campo privilegiado do falso-self (...) a realização pessoal fica para trás. E há uma ciranda das profissões, as do momento, as que não têm um lugar no mercado e na mídia” (p. 175). Assim, passado o feriado, em muitos fica a sensação de experiência irrecuperável.

No Brasil temos um sério problema de cultura do falso-self em idealizações consumistas travadoras do fluir das possibilidades de sermos o que gostaríamos de ser enquanto comunidade de destino, e não apenas o que somos na larga utilização de processos de imitação e hipertrofia das intervenções de uma realidade sempre exterior.

O caso dos jovens que compram aparelhos de dentes de camelôs, com a finalidade de se sentirem sorrindo com o riso dos que podem pagar um tratamento de ortodontia, é emblemático na tradução do que significa uma sociedade ascender ao mundo do consumo, sem, no entanto, ter a oportunidade de acesso à cultura que não a do sistema de entretenimento e de promoção da felicidade nos objetos.

Antes do carnaval, rolou uma polêmica com relação às camisetas de duplo sentido lançadas pela Adidas para a Copa do Mundo 2014, realizada pela Fifa no Brasil. As blusas sugerem amor ao Brasil com, digamos, inspiração sexual. A camiseta com a estampa “I loveBrazil” (Amo o Brasil) traz um coração verde e amarelo em forma de bunda com biquíni fio dental. Em outro modelo, a imagem de uma moça de biquíni em frente ao morro do Pão de Açúcar abre os braços para receber a frase: “Lookin’to score” (em busca de fazer gols), em uma insinuação barata de “cópula”, e não de copa.

É realmente lamentável ver um país com a diversidade cultural e natural do Brasil ser resumido a estereótipos como esse do apelo sexual. Mas não dá para culpar o olhar estrangeiro por isso. A própria ministra da cultura, Marta Suplicy, ficou conhecida na sua passagem pelo Ministério do Turismo (2007) pela célebre frase “relaxa e goza”, pronunciada como sugestão do que se deveria dizer aos turistas de outros países diante das dificuldades dos nossos aeroportos. Fica difícil de ser respeitado quando tratamos as coisas assim. Não nos damos respeito e queremos ser respeitados.

Fonte: Jornal O Povo (Jornal de Hoje / Vida e Arte), Fortaleza, 5 de março de 2014.




Quaresma 2014: Mensagem do Papa Francisco


Confira a Mensagem do Papa Francisco para a QUARESMA 2014:   http://migre.me/i9FM6 

2014-03-04

CF 2014: A precarização do trabalho e o tráfico humano

Pe. Luiz Carlos Dias, Secretário-executivo da CF

Nas sociedades sob o regime de economia de mercado, a competição e a obsessiva busca por lucros geram injustiças que excluem a maioria do acesso aos bens produzidos e a relegam à marginalização, sem o mínimo para uma vida saudável. Na raiz dos grandes lucros encontram-se situações de exploração de pessoas. O fenômeno de precarização das condições de trabalho, com terceirização e retrocesso de direitos anteriormente assegurados, é consequência dessa exploração do sistema produtivo. Mas o ambiente de competição e lucro dá margem a explorações ainda mais drásticas – por exemplo, o trabalho escravo no campo e na indústria.  

No Brasil, são fartas as notícias de trabalhadores escravos em determinados ramos da agropecuária e em indústrias do ramo têxtil – situação não exclusiva a essas áreas. Hoje  existe até um  cadastro que impõe sanções a empresas flagradas fazendo uso dessa prática ou a produtos advindos de trabalho escravo ou de condições análogas às de trabalho escravo. A população, mesmo sem o saber, contribui para tal exploração ao comprar esses produtos. Por isso, é bom desconfiar de ofertas de produtos de grife com preços muito abaixo da média do mercado, de produtos piratas ou importados de certas procedências. Pode-se, com isso, estar cooperando com o tráfico de pessoas para a produção em condições sub-humanas de trabalho e de vida.

Desse contexto aproveitam-se os aliciadores para ofertar o que muitos estão a desejar: trabalho e boa estrutura para viver. Assim, de repente, alguém que se encontra em condições de marginalização e sem horizontes e se vê diante de uma “oportunidade” para mudar radicalmente sua história. Essa dura realidade que anima muitos a acreditar em falsas promessas, deixar sua gente e até sua terra e empreender longas viagens em busca da sonhada melhoria das condições de vida. No entanto, a realidade com a qual deparam é bem outra. Quando chegam ao  destino, são informados da dívida contraída, têm os documentos apreendidos e se veem obrigadas a atividades forçadas
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Fonte: Folheto Litúrgico O Domingo, nº 10, 2/3/20014 – Texto VIII.


O jejum que salva

A quarta-feira de cinzas e a sexta-feira santa são os únicos em que é pedido a todos os adultos que jejuem (isto é, que renunciem a uma das refeições importantes do dia) em sinal de disponibilidade e solidariedade. Disponibilidade à escuta de Deus, demonstrando dar mais valor à sua palavra que ao bem-estar imediato, sinal de conversão do coração; isto é que significa o jejum dos cristãos, como o do Mestre no início da sua missão. Um e satisfações jejum mais sensível neste dia, mas que se prolongará por todo o tempo da Quaresma, com outras iniciativas pessoais de desapego, renúncia às comodidades e satisfações mesmo legítimas, para maior liberdade interior. Assim o jejum ritual, feito com interioridade e não por mero formalismo, se torna sinal de fé e caminho de salvação para todo o nosso ser.

Por outro lado, sofrendo um pouco de privação, saibamos unir-nos de algum modo aos homens para os quais é habitual a privação de alimento, de meios econômicos, de bens culturais e de possibilidades concretas de desenvolvimento; o jejum se torna um gesto simbólico, de núncia profética da injustiça que nasce do egoísmo, solidariedade com os mais pobres. Assim, a preparação para a Páscoa se torna “Campanha da Fraternidade”, e a ceia do Senhor um gesto de pobreza, contrição, esperança, anúncio. Quem participa seriamente da paixão do Senhor, ainda hoje viva nos pobres da terra, sabe que a volta do Pai (tanto a sua como a da comunidade) já começou, e que a mortificação da carne pode florescer o Espírito  da ressurreição e da vida.

Fonte: Missal Dominical da Assembleia Cristã, Quarta-feira de cinzas, 1995.


Quaresma: maravilhoso é crer e ver as luzes de cada testemunho de vida

Chegam os dias da Quaresma de 2014 e outra vez reúno as forças do meu coração para continuar o meu caminho de fé, sempre na esperança de que a luz não desapareça dos meus passos. Assim me faço canal de Deus para muitos quando escolho o bem e o bom. Estes são dias diferenciados exatamente pelo que a Igreja nos proporciona como reflexão para uma boa preparação ao mistério da Páscoa do Senhor, a ser celebrado daqui a 40 dias. 

Os contextos da cotidianidade exigem muito de nós, sobretudo quando procuramos balizar a nossa vida pelos valores cristãos. A Quaresma é uma estação que remete ao coração do homem de hoje, ao coração do mundo que precisa mais do que nunca fazer um caminho de retorno ao racional, ao bom, à justiça, ao amor de Deus. No entanto, é maravilhoso crer e ver as luzes acesas em cada testemunho de vida, do nosso lado ou não, mas que continuam a manter os passos da esperança firmes no coração de muitos. Que esta luz permaneça acesa na vida da Igreja, na nossa família e em cada consciência de boa vontade.

Vamos com os irmãos, vamos com a Igreja ao encontro do Mistério Pascal, fazendo o retorno necessário na conversão, procurando ser um pouco melhor cada dia. Os desertos da vida são degraus e as provas são estações de maturação da fé e da vida. Sejamos gratos a Deus pelo dom da vida e celebremos nossas estações quaresmais e pascais no amor de Deus, único sentido do ontem, do hoje e do amanhã.

Feliz Quaresma!
Ant. Marcos 


2014-03-02

A memória providencial de Deus

O tema breve não trata de psicologia ou biologia, mas de um aspecto da própria teologia: “a memória de salvação”. E para isso me inspiro nos textos bíblicos do 8º Domingo do Tempo Comum, Ano A, nos quais podemos destacar a expressão do profeta Isaías ao se queixar do abandono por parte de Deus (cf. Is 49,14-15). Este drama nós cristãos o conhecemos bem. Todos já passamos, de uma forma ou de outra, pela experiência da solidão, da inutilidade, do esquecimento, deixando-se perturbar pelo medo de que a providência de Deus não nos assista ou pela sensação de que não terá valido a pena o caminho, os esforços e até mesmo a própria fé.

Não é fácil percorrer o caminho da maturação na confiança em Deus, sobretudo quando nos encontramos dentro de realidades desafiantes pessoais, familiares, profissionais etc. O Salmista nos pede para “esperar no Senhor e abrir diante dele o coração” (cf. Sl 61). É isso que nós desejamos, apesar de nossas falhas: dar o coração a Deus e deixar que Ele realize a sua obra de salvação em nós. Obra esta que passa, inevitavelmente, pela espera na providência de Deus.

É o apóstolo Paulo quem nos ajuda a compreender que o mais importante diante das vicissitudes humanas é mantermos o coração aguardando o Senhor. Ele continua vindo, agindo, transformando. Ele virá definitivamente e manifestará o projeto dos corações (cf. ICor 4,1-5). Tudo isso deve repercutir dentro de nós, sobretudo quando necessitamos dar os passos na fé em dias e contextos obscuros. Deus cuida dos detalhes porque a sua memória de salvação se faz providência quando não abandonamos a confiança e a fé.
 
Concluo olhando para dentro da janela do Evangelho (cf. Mt 6,24-34) quando fala do perigo de querermos usufruir erroneamente do dinheiro e do serviço a Deus. Infelizmente o dinheiro tem sua força sedutora capaz de roubar nossas melhores intenções, caricaturando a verdadeira felicidade. Somos administradores dos mistérios de Deus e dos bens terrenos e é bom lembrarmos que tudo passa. Podemos fazer do dinheiro justo e honesto oportunidade de serviço e missão, mas não é ele que nos redime, não é ele o responsável pela nossa memória de salvação. Esta somente a fé e a confiança em Deus pode operar em nós. Fica para nós a  sabedoria patrística: “Trabalha como se tudo dependesse de seu trabalho, e confia em Deus como se tudo dependesse de sua intervenção”.

Ant. Marcos