Quem disse que não vivemos a Jornada Mundial da Juventude?

Escrito Por Antonio Marcos na quarta-feira, julho 31, 2013 Sem Comentários
Resolvi escrever esses poucos parágrafos apenas para testemunhar a minha alegria com a JMJ RIO 2013 e com tudo o que o papa Francisco expressou com sua pessoa, seus gestos e palavras, sempre correspondido pelo enorme carinho e demonstração de amor e fé por parte do povo peregrino, sobretudo da gigantesca onda juvenil que tomou parte da cidade do Rio de Janeiro, provinda dos quatro cantos do mundo. Um cenário inesquecível, sem dúvidas!

Eu não estava no Rio de Janeiro – para a surpresa de quem agora lê essa partilha. Eu estava na minha cotidianidade existencial de família, muito trabalho, compromissos, horários para cumprir, desafios de cidadão e cristão. No entanto, pela graça da comunhão dos santos me uni não só aos peregrinos, mas a tantas outras milhares de pessoas que gostariam de ter ido à JMJ, mas não foi possível por diversas razões. Apesar disso os meus dias foram intensos para viver da melhor maneira a JMJ e os passos do santo padre, os seus compromissos, discursos e ações imprevisíveis e desconcertantes.

Numa época em que a comunicação virtual é de uma rapidez extraordinária, temos todas as oportunidades para também vivermos o que passa no mundo, sobretudo quando diz respeito a nós. Bastava lê rápido a capa do jornal do dia e já se tinha quase tudo de informação, depois os sites jornalísticos, os telejornais, as coberturas e programas das TVs católicas e seculares, o microblog Twitter, o Facebook, os aplicativos da JMJ, enfim, um mundo de mecanismos a serviço dos passos do papa no Brasil. Tudo falava do pastor Francisco, dos jovens e dos peregrinos. Do lado de cá vi gente emocionada, grudada na TV, perguntando em toda parte: “Você viu aquela cena? Escutou o que o papa disse? Veja tal vídeo, tal comentário etc.”

Confesso que a minha emoção gerou inquietações interiores e me senti profundamente desejoso de cada dia retornar a Deus e ser sal e luz para que muitos conheçam a face de Cristo. As palavras e os gestos de humildade e acolhida do papa a tanta gente que apenas queria olhar o seu sorriso e receber a bênção, ainda que de longe, foram marcantes para mim, provocando revoluções, decisões, encorajamento, revigoramento interior. Nós fomos alcançados pela graça da JMJ. Um mistério, um verdadeiro mistério de fé vivificadora! Por isso é que digo que eu vivi também a JMJ, ou, pra melhor dizer, eu também estive com os peregrinos e o papa. Obrigado, meu Deus!


Antonio Marcos