2013-07-03

O calor humano da gentileza




Li nesses dias uma frase que dizia assim: “Quem se reveste de gentileza está devidamente abrigado da cruel frieza deste mundo, é aquecido com um nobre valor e transmite um calor humano aos outros”.  Parece-nos fáceis compreender que se trata de uma verdade incontestável, exatamente porque o que testemunhamos “aqui fora” é uma realidade de insensibilidade gritante.

Os tempos são de contrastes entre o saber, o status, a estética, a própria consciência de que se quer paz e justiça e o vazio das ações, a arrogância, o autoritarismo de como julgamos as nossas necessidades e razões. É perceptível no cotidiano de nossa vida a frieza de tantos corações e mentes quando a necessidade e o bom senso pedem que cedamos isso ou aquilo no ambiente familiar, diante de um colega de trabalho e de todos os contextos diversificados que vivenciamos continuamente. Nunca vivemos com tanta liberdade e nunca fomos tão narcisistas, egoístas e indiferentes à necessidade do outro, o que é lamentável.

No entanto, o calor humano da gentileza continua a aquecer a muitos por parte de quem não se deixou animalizar pelas relações humanas decadentes.  Amar o próximo exige uma páscoa, mais do que nunca, nas pequenas coisas que embelezam a vida, nossas ações e consciência. A gentileza abriga e dá abrigo, enobrece e nos ajuda a traduzir o verdadeiro ato de fé. Cada dia temos novas oportunidades para sermos gentis, vamos aproveitar!

Antonio Marcos

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