O Evangelho: suas construções e desconstruções

Escrito Por Antonio Marcos na quinta-feira, dezembro 27, 2012 Sem Comentários

A consciência missionária como fruto da vida comunitária, como processo de maturação da vida espiritual é mesmo algo que se chega depois de um tempo de "labuta interior", de desconstrução e reconstrução de um coração e uma mente nova. E isso deve acontecer onde quer que estejamos, numa "comunidade específica" ou na vida paroquial. O mais importante é internalizar o que celebramos, ruminar cada dia e com serenidade aqueles esforços para o bem, para o que plenifica, para o que gera comunhão e paz.

Há um lugar de missão, ou há lugares de missão, melhor falando. O Evangelho rezado, refletido e proclamado é de uma força impressionante, continua causando seus efeitos, suas desconstruções e reconstruções. Ele é ideal a se buscar sempre, mas com a gratidão e alegria pelos pequenos passos já dados no hoje existencial de nossas vidas, não importando onde estejamos ou o que façamos. O Evangelho tem sua voz, sua prova, seu mistério, sua felicidade indescritível.

Em dias conflituosos e com tantos choques de ideias que tentam se firmar de forma autoritária, como pseudos-caminhos de felicidade, o Evangelho faz ecoar a sua voz serena, mas capaz de mudar, transformar, eclodir o velho e construir o novo no coração. Daí a consciência missionária, ou seja, a capacidade maturada do coração e da alma de fazer com que nós mesmos e o outro, sobretudo os que convivem conosco, possamos discernir que não há autêntica felicidade se não há espaço para Deus em nossas vidas. Se o Evangelho é “nosso”, também é do outro. Quisera Deus que nossos alardes de tantos fatos atuais se transformassem em criatividade e decisão para propagarmos o bem, a luz, o amor.

Marcos de Aquino