A Igreja se seculariza quando reduz a fé à medida humana

Cardeal Robert Sarah adverte: a secularização entra na igreja quando deixa de propor uma fé fundada na revelação de Cristo para reduzi-la às exigências e à mentalidade do homem moderno.

Viver a difícil liberdade

Nestes nossos dias muito se fala de liberdade, seja de expressão, de opinião, sexual, afetiva ou financeira.

Sobre os Felizes

Olá, amigos e amigas leitoras, estamos de volta! Partilho com vocês esta Coluna me enviada no WhatsApp por uma amiga.

Namoro: escola de aprendizados felizes, apesar dos desafios

Partilhar a vida a dois é um anseio do coração humano, uma vocação, uma vivência que passa por muitas experiências de aprendizado...

2012-12-29

Amor a Cristo, amor ao santo Padre


O mundo tem necessidade de críticos inteligentes, ainda que ateus, e que saibam traduzir suas oposições com conteúdo, não com idiotices, vazios, ataques criminosos, pobreza de espírito e de mente. Talvez seja por isso que Sartre e Harbermas tenham denunciado este equívoco de uma razão não inteligente, intolerante, fadada à ignorância completa. Quem não sabe dialogar, esconde-se em suas "fossas", escolhe o crime, a covardia e a mentira em nome da liberdade de expressão e do ódio contra a liberdade de crença.

Faço aqui memória das palavras do próprio santo Padre: “Sempre tive em mente, posto que em medida diferente, que o Evangelho se encontra em oposição a potentes constelações. (...) Suportar ataques e opor resistência, portanto, fazem parte do jogo; no entanto, é uma resistência inclinada a colocar às claras o que aí existe de positivo” (Luz do Mundo, Entrevista com Bento XV, 2011). E mais do que ninguém o papa é um homem de coragem extraordinária que vai à luta através do diálogo, da escuta, da profecia em falar o que pensa o Evangelho. Não teme as perseguições, mas sabe tirar delas o que há de positivo. O papa sabe que a verdade incomoda, mas o homem tem o direito de ouvir a verdade e ser convidado a acolhê-la.

Ao contrário, os idiotas se escondem e usam os meios de comunicação, as redes sociais para tramarem seus atos covardes! Os que atacam o santo Padre na internet se apresentem ao diálogo, salvem ao menos a ausência de "ateus inteligentes"! O Papa é também um teólogo e um pensador e não tem fugido dos dramas da humanidade, muito menos acobertado "os dramas da Igreja". Estamos com o santo Padre, com este profeta do nosso tempo, com esta voz de paz e reconciliação num mundo tão dividido e perturbado. Nós, os católicos,  amamos a Cristo, por isso amamos o santo Padre com inteligência racional e com fé! Que o Evangelho prevaleça sempre custe o que custar!

Marcos de Aquino

2012-12-27

O Evangelho: suas construções e desconstruções


A consciência missionária como fruto da vida comunitária, como processo de maturação da vida espiritual é mesmo algo que se chega depois de um tempo de "labuta interior", de desconstrução e reconstrução de um coração e uma mente nova. E isso deve acontecer onde quer que estejamos, numa "comunidade específica" ou na vida paroquial. O mais importante é internalizar o que celebramos, ruminar cada dia e com serenidade aqueles esforços para o bem, para o que plenifica, para o que gera comunhão e paz.

Há um lugar de missão, ou há lugares de missão, melhor falando. O Evangelho rezado, refletido e proclamado é de uma força impressionante, continua causando seus efeitos, suas desconstruções e reconstruções. Ele é ideal a se buscar sempre, mas com a gratidão e alegria pelos pequenos passos já dados no hoje existencial de nossas vidas, não importando onde estejamos ou o que façamos. O Evangelho tem sua voz, sua prova, seu mistério, sua felicidade indescritível.

Em dias conflituosos e com tantos choques de ideias que tentam se firmar de forma autoritária, como pseudos-caminhos de felicidade, o Evangelho faz ecoar a sua voz serena, mas capaz de mudar, transformar, eclodir o velho e construir o novo no coração. Daí a consciência missionária, ou seja, a capacidade maturada do coração e da alma de fazer com que nós mesmos e o outro, sobretudo os que convivem conosco, possamos discernir que não há autêntica felicidade se não há espaço para Deus em nossas vidas. Se o Evangelho é “nosso”, também é do outro. Quisera Deus que nossos alardes de tantos fatos atuais se transformassem em criatividade e decisão para propagarmos o bem, a luz, o amor.

Marcos de Aquino

2012-12-26

Rezar pelos perseguidores pede adesão do coração a Deus



Voltar a rascunhar as minhas partilhas no exato dia em que a Igreja – dentro do Ciclo do Natal – celebra a memória litúrgica do Diácono e Protomártir, santo Estêvão (26 de dezembro), protótipo cristão da oração aos inimigos, certamente não me é tão confortável, mas assim Deus permite porque a superação em Deus da perseguição nos abre o entendimento e o coração para muitas outras realidades. A experiência da cruz e da ressurreição no tocante à experiência de fé nos transforma, nos faz homens e mulheres novas.

Assim reza a Igreja na Oração do Dia: “Ensinai-nos, ó Deus, a imitar o que celebramos, amando os nossos inimigos, pois festejamos santo Estêvão, vosso primeiro mártir, que soube rezar por seus perseguidores. Por nosso Senhor Jesus Cristo...”. Rezar pelos nossos perseguidores não é tarefa fácil, bem sabemos, sobretudo quando a injustiça parece bater em nossa face, desafiando os nossos melhores sentimentos e virtudes, contrariando os nossos esforços para sermos melhores. Rezar pelos perseguidores pede adesão do coração a Deus, pede equilíbrio interior e a capacidade de reflexão, de repensar os nossos atos e frear os impulsos. A revanche satisfaz temporariamente o nosso ego, mas esmaga a oportunidade de “juntar brasas sobre a cabeça do outro”, ou seja, de contrariar-lhe o mal fazendo o bem, ou simplesmente silenciando serenamente o coração, evitando a divisão, o ódio, os partidos, evitando o pouco exercício do coração para amar e perdoar.

Os nossos diversos ambientes estão povoados de “perseguidores silenciosos”, de gente que vive afogada na mentira, na inveja, nas fofocas, mostrando-se pobres de espírito, mesquinhas, ridículas até. A vida e o testemunho de santo Estêvão nos enriquecem, mostram exatamente o contrário das atitudes do poderoso Herodes. “Dai-nos, Senhor, a graça de imitar o que celebramos”, eis o nosso pedido, sobretudo diante dos nossos perseguidores. O Espírito Santo nos cumule de sabedoria e fortaleza diante dos nossos inimigos. Deus é fiel, seu amor é socorro, seu Natal é renovação de que a luz vence as trevas.

Santo Estêvão, rogai por nós!


Marcos de Aquino