IURD, 35 anos: “glórias e trevas”

Escrito Por Antonio Marcos na segunda-feira, agosto 20, 2012 Sem Comentários

Certamente milhares de telespectadores assistiram na noite de ontem (Domingo Espetacular, TV Record) e nesta manhã de segunda-feira, 20 de agosto, o documentário que a IURD produziu comemorativo aos 35 anos de fundação. Um material longo e com imagens impactantes, produzido ao longo de 4 meses, mostrando a ação da Igreja Universal no âmbito espiritual e social nos diversos países do mundo, inclusive no Continente Africano.

Eu assisti e até me impressionei com algumas cenas, como a ação dos missionários em Moçambique. Claro, mais que um “raio x”, trata-se também de uma "campanha publicitária", visto que os 35 anos de Igreja Universal tiveram "glórias" e "sombras", o que é normal. Inclusive, constata-se que apenas os Templos Maiores ainda concentram muita gente, porque os templos dos bairros estão vazios, ou seja, geralmente são salões espaçosos, mas se vê nas reuniões um pingado de gente.

A IURD tem seus méritos, como seu mistério e graça, sem dúvida. Embora a IURD não seja considerada pelo CONIC uma Igreja da tradição pentecostal, e para outros mais críticos até chamam-na de "SEITA", sabemos que ela tem causado um bem para tanta gente. Não discuto a intenção dos pastores e de seus dirigentes maiores, embora haja uma "filosofia" e uma “teologia hermenêutica bíblica-cristã" que distoam radicalmente da tradição cristã. A IURD sempre foi acusada de "superfaturamento religioso", enriquecimento vistoso e toda uma organizada e cativante "teologia da prosperidade" capaz de movimentar fortunas. Fala-se que o céu nunca foi tão negociado como em nossos dias, quando se acusa tanto a Igreja Católica pelas indulgências. Bem, sinceramente, eu creio que Deus age também na IURD e que "Jesus Cristo é o Senhor" na vida de muitos fiéis que buscam felicidade, consolo, prosperidade, saúde, salvação.

Sou Católico, amo minha Igreja e acredito, sobretudo, em suas ações de salvação no Brasil e no mundo, na história de ontem e de hoje. Não tenho o direito e o poder, graças a Deus, de colocar "os outros no inferno", os que creem diferente, apenas posso ponderar, discordar, criticar e até não acreditar, mas preciso respeitar e não engessar a ação de Deus. Que o Amor e o Bem prevaleçam e Deus julgue as ações e consciências. Quanto a nós, Igreja Católica, nossa missão é amar e evangelizar, tornar o nome de Jesus conhecido e amado e fazer com que o seu projeto seja acolhido. Devemos ser luz para a vida das pessoas, integrá-las ao corpo de vida e salvação da Igreja e promover a dignidade humana em todas as suas dimensões.

Marcos de Aquino