2012-05-28

Pensando no dom do sacerdócio

Houve um tempo onde as coisas eram um pouco diferentes. Eu sei que as mutações fazem parte, os tempos são outros, mas sei também que o essencial deve ser aprimorado, purificado, não banalizado. Hoje andei pensando em alguns santos da Igreja, sobretudo em Teresa de Ávila quando disse tantas vezes às suas filhas carmelitas que um padre santo e sábio é o melhor que uma alma pode ter quando precisa de apoio, orientação, condução e salvação. Lembrei as tantas vezes na minha vida que fui resgatado do “inferno” quando sentei diante de um padre e, após confessar o meu pecado, a minha morte, fui acolhido, amado, corrigido, perdoado e estimulado ao que vale a pena.  Quantas vezes os passos desorientados, as decisões confusas, o coração perturbado, tudo foi de encontro a uma homilia ou a uma eucaristia celebrada com piedade e zelo. Quantas vezes, no silêncio do coração, senti profunda gratidão e até deixei cair lágrimas a observar a visível identificação e comunhão de amor com que muitos padres se unem com o mistério desta vocação ao sacerdócio, padres felizes, alegres, corajosos, profetas, comprometidos com o povo. Quantas vezes sofri e sofro com suas debilidades, seus pecados, suas ações tão técnicas, tão perdidas, tão superficiais..., mas, graças ao mistério de Cristo, o essencial permanece. Hoje pensei muito nos padres, nos meus amigos padres, nos padres que me “salvaram” tantas vezes. E rezei por eles, porque, sinceramente, a gente sofre quando vemos o mundo tão alheio ao essencial. Que os nossos ministros saibam sempre fazer valer a pena a altíssima e tão misteriosa escolha de Deus, e que nós nunca decidamos tirar a nossa vida das mãos misericordiosas de um padre. Rezemos pelos sacerdotes para que sejam santos e sábios.

Antonio Marcos

0 comentários:

Postar um comentário