2012-02-19

“Eis que eu farei coisas novas...”

Maravilhosamente e providencialmente a Liturgia da Palavra do 7º Domingo do Tempo Comum traz uma rica mensagem sobre a misericórdia de Deus que está para além de nossas fraquezas e pecados. Ao mesmo tempo nos exorta e proporciona o despertar da consciência de que o pecado gera em nós “fadiga para com as coisas de Deus e não nos permite viver sua graça”. Mas é Deus que nos sustenta, porque foi Ele quem nos “marcou com o seu selo e nos adiantou como sinal o Espírito Santo derramado em nossos corações” (2Cor 1,22). Por isso é consolador ouvir do Senhor: “Não relembreis coisas passadas, não olheis para fatos antigos. Eis que eu farei coisas novas, e que já estão surgindo: acaso não o reconheceis? Pois abrirei uma estrada no deserto e farei correr rios na terra seca” (Is 43,18-19). Sim, Deus tem seus caminhos, seu tempo, sua providência. Isto vale para a nossa vida pessoal e para a Igreja como família peregrina neste mundo de tantas turbulências. Um exemplo claro é contemplar esta multidão no Renascer 2012 e ver um povo sedento de Deus, um povo de fé. “Coisas novas! Abrirei uma estrada no deserto...”, é isto o que provoca em nós o impacto do amor de Deus, plenamente gratuito. Por causa da fé dos amigos do paralítico, disse Jesus: “Eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama e vai para tua casa” (cf. Mc 2,1-12). Que este milagre se renove sempre na nossa vida e, através dela, na vida de muitos. Uma multidão, uma obra nova, a manifestação da misericórdia de Deus e abundantes frutos, sobretudo sair da “maca de uma vida sem sentido" e deixar-se inundar pelo prazer e a felicidade de se conhecer e experimentar o amor de Deus.

Antonio Marcos

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