2012-02-07

De braços abertos: o amor de Deus sempre nos espera!

As luzes coloridas do Cristo Redentor (noite de 06 de fevereiro) sinalizavam – ao meu ver  - muito mais que as simples cores referentes às bandeiras dos 150 países que estarão representados na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em 2013, Rio de Janeiro, mas também sinalizavam o começo de um novo tempo na vida da Igreja do Brasil. As cores nos remetem sempre à alegria, à festa, por isso nos deixamos tomar pela celebração da fé no meio da Juventude que se enche de santa expectativa pelo que viveremos no próximo ano e pelo que já acontece nas Dioceses do Brasil (“Bote Fé”) com a peregrinação da Cruz da Jornada Mundial e o ícone da Virgem Maria. Momentos de renovação, de retorno à fé em Jesus Cristo, de conquista, de evangelização dos jovens e adultos, sobretudo os mais distantes de Deus e da Igreja. Vivemos um período da história no qual muitos não sabem, não conhecem, não experimentaram o sentido da vida, nem mesmo as razões da existência. As sombras, as “luzes apagadas” constituem, muitas vezes, a realidade existencial para a vida de muitos. Falta-lhes o segredo da felicidade, não obstante as dores deste mundo e a própria condição frágil da humanidade. Falta-lhes os anunciadores da alegria que não passa jamais! Por isso é que disse o Papa Bento XVI falando aos Cardeais (Disc. Cúria Romana, dez. 2011) sobre as Jornadas Mundias da Juventude, sobre as graças que elas estão possibilitando os jovens retornarem ao essencial: “Quero mencionar a alegria. Donde brota? (...) O fator decisivo é esta certeza que deriva da fé: Eu sou desejado; tenho uma missão na história; sou aceito, sou amado. (...) É preciso que haja outra pessoa que lhe diga, e não só com palavras: É bom que tu existas”.  Certamente a logomarca da “JMJ RIO 2013” também expressará esta alegria, esta festa da fé! O Cristo Redentor de braços abertos é mesmo o melhor sinal de que o amor de Deus está sempre a nos esperar, que a sua misericórdia excede as nossas fraquezas pessoais e sociais. É festa para celebrar a alegria de reencontrar o abraço de Deus. Digamos isto aos outros, como diz o papa, não somente com palavras, mas com a alegria do testemunho de vida.

Antonio Marcos

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