2011-12-20

Saber estar presente na vida dos outros

Na velocidade com que vivemos as coisas hoje, não é de estranhar que as novidades eletrônicas logo se tornem "coisas antigas". O interessante é que as pessoas fazem campanhas fortes para que a gente também acompanhe as mudanças e gostos delas, e agente vai mesmo, quase que por "automático", afinal – dizem alguns -, quem quer ficar para trás? Porém, tenho que ser sincero: este ficar para trás também, infelizmente, pode ser um dado objetivo nas relações pessoais. Muda-se o perfil, chegam outras redes sociais e descarta-se "o velho". Assim também corremos o risco de fazer isto nas nossas relações. Eu mesmo me pergunto quase sempre o que significa esta e aquela pessoa na minha vida. Eu sei, nós sabemos que tudo é tão rápido em nossos dias, assim também se faz complexa, delicada a teia dos relacionamentos nesses dias de relações instáveis, "descartáveis", infelizmente. Todos nós temos os amigos íntimos, os mais próximos, aqueles com quem podemos contar independente das redes sociais e das novidades do momento, no entanto, relações autênticas se transformam assim porque, de alguma forma, foram cultivadas. Enfim, eu sou de acordo que as novidades das redes sociais provoquem mudanças pra melhor no nosso modo de se relacionar e interagir com os amigos e ao mundo, mas não desejo que tratemos tudo de modo descartável. “O velho dá lugar ao novo”, é uma lógica que nem sempre funciona ao pé da letra. Deveríamos saber que as pessoas não são assim, porém, também se sabe, como diz Bento XVI, que "só permanece o que construímos de bom na vida das pessoas". Número de amigos "no perfil" também pode não dizer muita coisa, pois o que conta como importante é a capacidade de ser alguém, de viver, de existir dentro do outro. Saber estar presente na vida dos outros, sobretudo dos mais próximos, é isto o mais importante e é uma das necessárias graças que devemos pedir a Deus todos os dias.

Antonio Marcos  

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