Encontros e relações nos novos "areópagos"

Escrito Por Antonio Marcos na segunda-feira, dezembro 05, 2011 Sem Comentários
É muito interessante observar as entrelinhas dos "encontros e relações" nas redes sociais, nestes espaços de uma impressionante rapidez e mutações, de palavras, de saudações, de silêncios e indiferenças, de grandes alegrias... Espaços de reflexões, de discussões, críticas, mas também de vazios e desorientações. Observa-se, sobretudo, um atuante "imaginário religioso", traduzido por sinais, palavras, imagens, reações e omissões... A liberdade e a autonomia são características destes espaços de comunicação moderna, e isto é bom, sem dúvida, não obstante os desafios do mau uso destes direitos! Mas, é bem verdade, nós bem sabemos, que o aspecto religioso por aqui caminha na linha vermelha do subjetivismo: o real e o imaginário, as palavras e a vida, a fé e a omissão no anúncio, os princípios e a negação dos mesmos. Quem está isento disto? Ninguém! Tenho descoberto cada dia que este é também um desafiante campo de missão, porque os contextos fora dele pedem coerência, e isto também implica conversão, vivência comunitária da fé, seguimento a Jesus Cristo. Ninguém nega que nas redes sociais encontramos riquezas extraordinárias, oportunidades de crescimento e edificação mútua, mas também há muita futilidade, gente se consumindo para propagar o Mal e banalizar o Bem. Como corretamente se afirmou: "A internet precisa de uma alma". Eis a nossa responsabilidade como cristãos. E não caiamos na tentação de acharmos que estamos isolados e isentos da responsabilidade ética e moral, porque as estruturas podem até passar, mas ninguém consegue se livrar da consciência de que precisa caminhar na luz da verdade, que precisa ser santo, e isto é um processo pessoal e comunitário. Neste tempo do Advento prosseguimos com a Igreja na súplica ao Senhor, para que renove em nós a esperança, sobretudo para com a nossa própria conversão, e assim, retornando à luz possamos indicar a direção da mesma através da nossa relação com os outros! Que estes espaços, os novos “areópagos”, conheçam a luz que vem da Palavra de Deus, “devidamente interpretada” pela Igreja, e assim proporcionem encontros e relações capazes de resplandecer o rosto verdadeiro de Cristo. “Maranathá! Vem, Senhor, Jesus!” (Ap 22,20).

Antonio Marcos