2011-10-01

O segredo da “gigante Teresinha”

Celebrar Santa Teresinha é sempre um motivo de grande alegria para a vida de toda a Igreja, especialmente para aqueles que têm por ela especial devoção. Desta “gigante mulher” – segundo João Paulo II - se pode falar de diversos ângulos da espiritualidade e mesmo da teologia, porque sua “via de pequenez” é a mais bela teologia, o núcleo e o sentido maior do “saber sobre Deus”. Se o saber não se transforma em vida, se não muda minhas ações e ajuda aos outros no processo de santidade, pelo testemunho e pelo ensino, de nada adianta. Ela mesma afirmou: “Nenhum livro, nenhum teólogo me ensinou e, contudo, sinto no fundo do meu coração, que estou na verdade”. Esta sua declaração não é uma ofensa, muito menos desprezo à teologia, mas que Jesus quis agir em sua vida muito diretamente, trabalhando em seu interior em segredo. A graça agiu no silêncio e modelou uma obra bela, fruto de um coração que escolheu a vontade de Deus acima de tudo. 

Mas, é bem verdade, Santa Teresinha nunca se colocou independente das orientações dos seus “pais espirituais”: formadores e sacerdotes. Embora tivesse certeza de que “a via pela qual caminhasse, fosse tão reta, tão luminosa, permitindo-a tocar os mistérios de Deus”, nunca deixou de desconfiar de si mesma. É do conhecimento de todos que no Carmelo “o sol se cobriu para a serva de Deus e ela buscou ajuda dos que eram responsáveis por ela, sempre com grande disposição e humildade para aderir ao caminho da santidade, se único interesse”. Profundas as palavras de Teresinha: “Não creia, que eu nade nas consolações. Oh, não, minha consolação é de não tê-las na terra!”. Afinal, qual o segredo da vida desta “gigante mulher”? Não titubeamos em responder: a confiança na gratuidade do amor de Deus e a entrega incondicional a ele. A “ciência do Amor”, eis o segredo! “Amor louco de Deus”, como diria Teresinha, que faz maravilhas nas almas simples e nas mais sublimes. “Amor que se abaixa..., por isso só me resta cantar as maravilhas do Senhor!”. 

Santa Teresinha, rogai por nós!

Antonio Marcos  

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