Vim trazer Jesus Cristo à minha terra

Escrito Por Antonio Marcos na sexta-feira, setembro 23, 2011 Sem Comentários
A visita pastoral do Santo Padre, Bento XVI, à sua terra natal, a querida Alemanha, também é marcada nestes dias (setembro de 2011) por protestos, como já eram esperados e o próprio pontífice tinha a consciência que ocorreriam. Aliás, os protestos foram articulados desde quando o Vaticano anunciou oficialmente a visita. E, como bem sabemos, os grupos que protestam a presença do papa são sempre os mesmos (formados por uma minoria), com suas ideologias e bandeiras secularizadas. Vale lembrar que aquele é um Estado democrático, graças a Deus, por isso há o legítimo direito ético de protesto. Faz parte da liberdade de um indivíduo, de um povo, de um grupo. Os protestos têm também sua natureza positiva, por isso o papa os vive com serenidade.

Inicialmente a Conferência dos Bispos da Alemanha tratou de esclarecer que os gastos com a visita do papa não sairiam dos cofres públicos, mas da Santa Sé e das colaborações das paróquias da Alemanha que queriam a presença do papa, por sua vez, quase a totalidade delas. O povo católico quer, deseja, exige ver o santo Padre, saudá-lo, encorajá-lo na missão e, sobretudo, ser também confirmado, confortado, encorajado e direcionado pela presença e ensinamentos do vigário de Cristo, do sucessor de Pedro. O mundo quer seus ídolos vazios e dá a vida por eles, nós queremos com fé e confiança estar aos pés de Pedro, ouvindo dele a Palavra do Senhor. O papa não é um ídolo e infelizes de nós se ele fosse apenas “um chefe da Igreja”. “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”, disse Jesus.

Tão logo chegou à Alemanha, afirmou: “Vim aqui encontrar o povo de Deus e falar-lhe de Jesus Cristo”. Perguntado acerca do que pensava sobre os protestos por causa dos escândalos de pedofilia, respondeu: “É ‘normal’ que em uma sociedade livre, neste tempo de secularização, haja pessoas que se manifestem contra sua presença”. E esclareceu que compreendia os que abandonaram a Igreja na Alemanha por causa dos escândalos. Porém, a Igreja está para além dos escândalos, porque ela não é uma organização das mãos e interesses dos homens. A Igreja precisa se renovar a partir de dentro, por isso “venho com muita alegria à Alemanha para trazer Cristo à minha terra".

O papa, como sempre, é um homem corajoso, um profeta que não teme as oposições e nem se revolta com elas, mas responde serenamente com a mensagem da Boa Nova. “Vim trazer Jesus Cristo à minha terra”. Pretensão? Não, missão confiada por Jesus Cristo! “Ide, anunciai a todos os povos a boa nova da Salvação! Não tenhais medo!” Por isso, se algo incomoda, certamente não é a pessoa do papa, mas o que ele porta: a força da verdade, e, que se saiba, a verdade incomoda porque é claridade nos olhos de corações acostumados com as trevas, com a falsa ilusão de felicidade, a que esta sociedade secularizada oferece! Feliz é a Alemanha por receber o conforto do vigário de Crsito.

Quanto a nós, o grande rebanho, não hesitamos em afirmar: Estamos com sua pessoa, querido Santo Padre! Recordamos suas humildes e proféticas palavras na homilia de inauguração do pontificado: “O Filho de Deus não tolera ver a humanidade, suas ovelhas, numa condição tão miserável, que não enxerga o caminho. Por isso, levanta-se do ímpeto, abandona a glória do céu, para reencontrar a ovelha perdida e segui-la, até a cruz. Carrega-a sobre os ombros (...), oferece a sua vida pelas ovelhas. Deus me dê esta coragem de dar a vida pela ovelhas me confiadas!”. É exatamente isto que estamos vendo na vida do santo Padre. Nossa gratidão e nossas orações...

Antonio Marcos