2011-09-02

Reencarnação e Purgatório: coisas radicalmente diferentes

O católico pode aceitar a reencarnação?

A reencarnação é a teoria segundo a qual a alma, deixando o corpo após a morte, passaria para outro corpo. A Bíblia ensina que cada pessoa tem uma só existência sobre a terra e que, após essa vida, comparece diante de Deus para ser julgada. Diz a Carta aos Hebreus: “Está determinado que os homens morram uma só vez, e depois vem o julgamento” (9,27). De fato, Jesus e os apóstolos não pregaram a reencarnação e sim a ressurreição dos mortos: “Vem a hora em que todos os que estão nos túmulos ouvirão sua voz, e sairão. Aqueles que fizeram o bem ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal, para a condenação” (Jo 5,28-29; 6,54; Mc 3,29; 9,43-48). Da mesma forma, os Apóstolos ensinaram que a ressurreição de Cristo é garantia da nossa ressurreição (cf.1Cor 15,12-19). A Igreja nos convida a vigiar “constantemente, a fim de que, terminando o único curso de nossa vida terrestre, possamos entrar com Cristo para as bodas e mereçamos ser contados entre os benditos!” (LG, 48). Portanto, a reencarnação é incompatível com a fé católica.

Qual é a doutrina da Igreja Católica sobre o purgatório?

O  purgatório é a purificação final dos eleitos que morreram na graça e na amizade de Deus, mas que não alcançaram, ainda, a santidade necessária para usufruir da alegria celestial. A purificação final nada tem a ver com o castigo dos condenados. Dois textos bíblicos são fundamentais na compreensão deste tema: Mt 12, 31 e 2Mc 12,46.

No texto de Mt 12,31, diz que o “pecado contra o Espírito Santo não será perdoado nem no presente século e nem no futuro”. Esta afirmação nos leva a deduzir que alguns pecados poderão ser perdoados no século futuro. Já em 2Mc 12,46, Judas Macabeu mandou oferecer u sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim que obtivessem o perdão dos pecados. A partir destas citações e sua Tradição, a Igreja sempre orou pelos defuntos, particularmente na celebração Eucarística, para que purificados, possam chegar à visão beatífica de Deus (cf. CIC 1030-1032).

Fonte: CNBB, “Sou Católico: Vivo minha fé”, 2007.  

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