Amy Winehouse: mais uma vítima do caminho de mão única!

Escrito Por Antonio Marcos na terça-feira, julho 26, 2011 2 comments

A morte prematura da famosa e talentosa cantora britânica Amy Winehouse, na sua residência em Londres no último sábado, 23 de julho, trouxe à tona algumas questões para serem outra vez exploradas pela mídia e, sobretudo, pelos formadores de opiniões no tocante à formação dos valores. É óbvio que as drogas e o consumo irresponsável do álcool estão, possivelmente, outra vez no centro das causas de mais uma vida artística ceifada em plena juventude. O contexto de vida pessoal que compõe o cenário moderno dos ídolos de nossos jovens, muitas vezes, apresenta o “coquetel fatal”: juventude talentosa, mas sem sentido de vida, unida às drogas.

Infelizmente as coisas estão quase que corriqueiras pela assiduidade com que acontecem aos nossos olhos, e com a droga não é diferente.  Tivemos a oportunidade de ver nas reportagens sobre a morte de Amy a confissão de que os pais imploraram aos traficantes para que deixassem a filha deles em paz. Ora, traficante quer dinheiro, por isso precisa de dependentes que o tenham, seja ele quem for: o filho do trabalhador assalariado que pode comprar uma pedra de crack por 3 reais ou um jovem de classe média, muito mais “um artista” que pode pagar o equivalente a 3 mil reais para manter o vício da mão dos traficantes de nível “A” (pelo menos, segundo informações do cabeleireiro de Amy, este era o valor em dólares pago por ela diariamente para conseguir a droga, um absurdo!).  O fato é que essa nossa loucura de vida moderna completamente carente da base de formação dos valores que inclui sentido de vida, espiritualidade, ideal de altruísmo e relacionamentos sadios, vem a ser o pressuposto do coquetel da morte. Nem sempre ter dinheiro e fama significa estar condenado ao desastre, mas que exige estrutura interior de vida, isto sim, sabemos que é verdade, principalmente diante das perdas amorosas e da “solidão da fama”. E é exatamente esta estrutura de valores que está em falta. Imaginemos o quanto seja difícil para os pais neste mundo de transformações avassaladoras, inclusive no âmbito familiar, educar os filhos para os valores que enobrecem.

O velho axioma de que “ter dinheiro e poder revela as intenções de uma pessoa” tem sua parcela verdadeira. Afinal, temos outros coquetéis no Brasil: “Políticos sem critérios, seduzidos pela corrupção e inimigos da ética, não se importando coisíssima alguma com as consequências diante do povo que os elegeram”. E ainda temos os nossos coquetéis! Bem, estes, ficam pra consciência de cada um! O que não posso deixar mesmo de dizer é que temos de ajudar os jovens a não caírem na armadilha das drogas e, mais ainda, favorecer-lhes a reflexão sobre os modelos de ídolos, nos quais estão se inspirando nos estilos, modas, valores e ideais. Devemos ainda dar-lhes orientações e esperança em Deus para que saiam das drogas, porque a fama, as decepções amorosas, as perdas, as alegrias e sofrimentos... “vão e voltam”, mas o caminho da dependência do álcool e  das drogas só tem uma direção, mão única: a morte!
Antonio Marcos