A Igreja se seculariza quando reduz a fé à medida humana

Cardeal Robert Sarah adverte: a secularização entra na igreja quando deixa de propor uma fé fundada na revelação de Cristo para reduzi-la às exigências e à mentalidade do homem moderno.

Viver a difícil liberdade

Nestes nossos dias muito se fala de liberdade, seja de expressão, de opinião, sexual, afetiva ou financeira.

Sobre os Felizes

Olá, amigos e amigas leitoras, estamos de volta! Partilho com vocês esta Coluna me enviada no WhatsApp por uma amiga.

Namoro: escola de aprendizados felizes, apesar dos desafios

Partilhar a vida a dois é um anseio do coração humano, uma vocação, uma vivência que passa por muitas experiências de aprendizado...

2011-07-31

Uma juventude no sentido oposto

Dizem as estatísticas sobre a juventude que estamos vivendo um período dramático, preocupante no tocante à formação dos valores dos adolescentes e jovens. A falta de sentido de vida e de convivências que deem significado não apenas pelo “número de amigos no perfil”, são necessidades visíveis e fundamentais. As intolerâncias com as diversas diferenças são um termômetro de que alguma coisa está errada entre os jovens, principalmente. Muitos reclamam até politicamente a bravura e defesa dos grandes ideais democráticos, bandeira da juventude idealista. Os jovens estariam desencantados com a Política frente aos contínuos escândalos de corrupção por parte dos seus referenciais e de uma política fragilizada. Os jovens só pensam em prazer e dinheiro – dizem alguns -, mas ainda desejam as grandes profissões (ainda que não tenham vocações para o ofício), ou simplesmente desejam a beleza, a fama e o poder de forma mais fácil, não tanto laboriosa. Tenho minhas objeções acerca da idolatria a certas estatísticas que manipulam outros interesses. Claro, existe uma dura realidade que salta aos nossos olhos, não dá pra se negar, bastaríamos citar as drogas e o permissivismo moral sexual no mundo juvenil, mas não só nele. Aliás, os grandes escândalos da era moderna se resumem em dois: corrupção e sexo. Certo, mas, é esta a única direção da juventude? Não! Temos a feliz notícia com sinais visíveis de que há uma juventude no sentido oposto a todas essas estatísticas. Um desses sinais é, sem dúvida, a mobilização dos jovens cristãos e não cristãos (ateus até!) para se viver a Jornada Mundial da Juventude com o papa Bento XVI (Madri, Espanha), um fenômeno fora do comum, uma graça, um mistério, uma demonstração ao mundo de hoje de que “os jovens – segundo a profecia de Joel – estão tendo visões porque o Espírito de Deus está sendo derramado sobre eles” (cf. 3,1). Há uma sede de Deus na juventude e é possível contemplar o “rosto de uma Igreja jovem e viva”, rejuvenescendo assim o mundo, porque Cristo é sempre jovem, vivo e atuante. Como diria o beato João Paulo II: “Não tenhais medo, queridos jovens, de vos deixar conquistar por Cristo, porque somente Ele é capaz de satisfazer aos vossos anseios mais profundos de felicidade”. Os jovens estão redescobrindo isto: a felicidade é Cristo, Seu amor, Seu Evangelho, Seu plano de felicidade para o homem! Rezemos pela juventude.

Antonio Marcos

Voltemos ao primeiro Amor

O anúncio explícito de Jesus sempre foi a missão essencial da Igreja, de todos os batizados. Mas a evangelização, o anúncio da Boa Nova em suas etapas de formação, da pesca até o engajamento, é um processo que pede primeiramente adesão de vida de quem se propõe a abraçar a causa desta Feliz Notícia. Não se fala de “estar pronto” na espiritualidade católica, de modelo acabado – quem pode se mostrar assim? -, mas de se estar a caminho, procurando cultivar a experiência com a Pessoa de Jesus e a permanência em seus passos (cf. Ap 14,4), não obstante a condição humana de homens sujeitos ao pecado e aos seus limites. Cada vez mais vamos encontrando o equilíbrio do que nos ensina a Igreja acerca da santidade de vida e da radicalidade do seguimento. Estamos em um turbilhão de acontecimentos, inseridos num processo multicultural de transformações e fazemos parte da velocidade da comunicação jamais vista em tempos passados, como, da mesma forma, vemos profundas carências na formação dos valores perenes. Nesse sentido, apresentar o Evangelho de forma que encante, conquiste e gere desejo e compromisso de mudança de vida é um trabalho que requer a vida, o esforço humano e a graça de Deus. “A graça pressupõe a natureza”, diz o basilar axioma teológico. Mas a consciência já faz esta exigência, embora a liberdade humana seja a instância final de decisão. Porém, não sendo ela absoluta, tem necessidade de que a graça venha cada dia fortalecê-la, iluminá-la, capacitá-la a escolher a luz, a transparência e verdadeira vida dos filhos de Deus. Deixemos Deus nos conquistar definitivamente, voltemos ao primeiro amor e verdadeiramente seremos as primeiras páginas do Evangelho na vida das pessoas e onde quer que estejamos.

Antonio Marcos

2011-07-28

Diante de Deus mendigando e agradecendo


A Igreja reza cada manhã as Laudes como parte essencial da Oração das Horas, santificação do dia através da oração comunitária, ainda que o façamos sozinhos. A invocação inicial marcado pelo sinal da cruz sobre nós assim diz: “Vinde, ó Deus, em meu auxílio. Socorrei-me sem demora. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém (Aleluia).” A Igreja faz ecoar, nesse sentido, já nas horas matinais o “seu grito para Deus”. É gesto humilde e confiante que o primeiro pedido seja para que Deus venha em nosso auxílio, em nosso socorro, e isto se dê com a marca da nossa pertença à Santíssima Trindade. Gratidão e súplica fazem parte desta relação com o Deus de amor no qual cremos. No entanto, nossas súplicas não constituem “relação de troca” com Deus, mas de amizade, de filiação. Pedimos-Lhe porque Ele é nosso Deus e nós os seus filhos. Pedimos-Lhe porque temos necessidade de Sua graça, de Seu amor, de Seu socorro e de seus favores. “Pedi e vos será dado, diz Jesus” (cf. Mt 7,7).
Infelizmente o que acontece é que a nossa oração pode pender unicamente para o ato de pedir e venhamos a esquecer a gratidão. Pedir também é um gesto de humildade, e agradecer, mais ainda! Agradecer, mas dentro do mistério da fé, ou seja, não só quando já tocamos o objeto de nossa espera, mas pela confiança de que o melhor para nós está no coração de Deus e Ele é o primeiro interessado em nos conceder. Socorrei-me sem demora, Senhor, dentro do Teu mistério de amor! Perguntaram: E o papa Bento, como reza? “O papa é um pobre mendicante diante de Deus, mais ainda do que as demais pessoas. (...) Falo com o bom Deus, sobretudo mendigando, mas também agradecendo; ou simplesmente contente” (Luz do Mundo, Cap. 1). A Oração das Laudes expressa assim tamanha beleza e profundidade de quem começa o dia nas mãos de Deus mendigando e agradecendo. Este modo de viver, afinal, seja todo o projeto de nossa vida. 
Antonio Marcos

2011-07-26

Amy Winehouse: mais uma vítima do caminho de mão única!


A morte prematura da famosa e talentosa cantora britânica Amy Winehouse, na sua residência em Londres no último sábado, 23 de julho, trouxe à tona algumas questões para serem outra vez exploradas pela mídia e, sobretudo, pelos formadores de opiniões no tocante à formação dos valores. É óbvio que as drogas e o consumo irresponsável do álcool estão, possivelmente, outra vez no centro das causas de mais uma vida artística ceifada em plena juventude. O contexto de vida pessoal que compõe o cenário moderno dos ídolos de nossos jovens, muitas vezes, apresenta o “coquetel fatal”: juventude talentosa, mas sem sentido de vida, unida às drogas.

Infelizmente as coisas estão quase que corriqueiras pela assiduidade com que acontecem aos nossos olhos, e com a droga não é diferente.  Tivemos a oportunidade de ver nas reportagens sobre a morte de Amy a confissão de que os pais imploraram aos traficantes para que deixassem a filha deles em paz. Ora, traficante quer dinheiro, por isso precisa de dependentes que o tenham, seja ele quem for: o filho do trabalhador assalariado que pode comprar uma pedra de crack por 3 reais ou um jovem de classe média, muito mais “um artista” que pode pagar o equivalente a 3 mil reais para manter o vício da mão dos traficantes de nível “A” (pelo menos, segundo informações do cabeleireiro de Amy, este era o valor em dólares pago por ela diariamente para conseguir a droga, um absurdo!).  O fato é que essa nossa loucura de vida moderna completamente carente da base de formação dos valores que inclui sentido de vida, espiritualidade, ideal de altruísmo e relacionamentos sadios, vem a ser o pressuposto do coquetel da morte. Nem sempre ter dinheiro e fama significa estar condenado ao desastre, mas que exige estrutura interior de vida, isto sim, sabemos que é verdade, principalmente diante das perdas amorosas e da “solidão da fama”. E é exatamente esta estrutura de valores que está em falta. Imaginemos o quanto seja difícil para os pais neste mundo de transformações avassaladoras, inclusive no âmbito familiar, educar os filhos para os valores que enobrecem.

O velho axioma de que “ter dinheiro e poder revela as intenções de uma pessoa” tem sua parcela verdadeira. Afinal, temos outros coquetéis no Brasil: “Políticos sem critérios, seduzidos pela corrupção e inimigos da ética, não se importando coisíssima alguma com as consequências diante do povo que os elegeram”. E ainda temos os nossos coquetéis! Bem, estes, ficam pra consciência de cada um! O que não posso deixar mesmo de dizer é que temos de ajudar os jovens a não caírem na armadilha das drogas e, mais ainda, favorecer-lhes a reflexão sobre os modelos de ídolos, nos quais estão se inspirando nos estilos, modas, valores e ideais. Devemos ainda dar-lhes orientações e esperança em Deus para que saiam das drogas, porque a fama, as decepções amorosas, as perdas, as alegrias e sofrimentos... “vão e voltam”, mas o caminho da dependência do álcool e  das drogas só tem uma direção, mão única: a morte!
Antonio Marcos

2011-07-25

O Festival Halleluya e a vida com Deus


A 14ª edição do Festival Halleluya foi concluída na noite do domingo, 24 de julho, com uma adoração a Jesus Eucarístico, um gesto de gratidão a Deus indispensavelmente esperado. Também esta foi uma feliz novidade o fato de nos despedirmos de tudo o que vivemos naquele lugar com a Santa Missa e também com a adoração, a última coisa a acontecer no palco. Bendito seja Deus por esta inspiração e docilidade do coração do Moysés e organizadores. De fato, é a Deus que devemos bendizer e agradecer por todas as maravilhas do Festival Halleluya, que “não é – segundo as palavras do Moysés – simplesmente um evento, não é simplesmente um show, mas é uma ação de Deus que muda vidas, que muda o coração das pessoas” (Rev. Obra Nova, ano II, N. 24). Agradecemos a Deus por este milagre e o fazemos em estado de adoração, na esperança e intercessão para que os frutos sejam abundantes. Frutos esses que talvez não os vejamos, mas que o coração que os colherão recordará da ação de Deus exatamente na cotidianidade do viver, pois, como tão bem disseram Ítalo e Renno, “a vida com Deus é todo dia!” Que a Virgem Theotokos, “Mãe de Deus”, Mãe da Igreja e Mãe nossa guarde nossas vidas e interceda por todos que foram ao Halleluya, especialmente os jovens, aqueles que viveram um encontro com a Pessoa de Jesus e assim possam dar continuidade a esta experiência com o “Halleluya Quero Mais” ou em suas Comunidades e Paróquias.
“As bondades do Senhor! Elas não terminaram! As suas ternuras não se esgotaram! Renovam-se a cada manhã. Grande é o teu amor, Senhor!” (Lm 3,21-23).
Antonio Marcos

2011-07-24

O mistério de amor em cada noite do Halleluya


Cada noite do Festival Halleluya, como bem sabemos, é uma feliz ocasião de recebermos muitas graças, sobretudo pelo anúncio da Palavra e pela adoração a Jesus Eucarístico. Ficamos sempre muito impressionados com a condução da adoração, o que favorece todo aquele mundo de gente fazer silêncio e manifestar respeito por Jesus. Só uma coisa explica: a graça de Deus que age no meio e dentro de nós. O Halleluya é uma obra de Deus, por isso dizemos que ele tem um mistério que não se mede pelo número de pessoas, mas pelo que acontece na vida de muita gente. Depois da adoração a Jesus Eucarístico tive a oportunidade de ajudar uma linda jovem que tem deficiência física e mental se locomover até a área dos banheiros. Tive a curiosidade de perguntar à sua tia sobre os motivos de trazê-la ao Halleluya sendo ela deficiente e ainda mais com tanta gente. Esta foi a resposta que recebi: “Meu filho, todos os anos ela vem ao Halleluya porque diz que Jesus a chama para estar aqui, e ela ama muito a Jesus. Assim eu acabo trazendo-a mesmo com dificuldades, mas descobri aqui que a maior deficiência era a minha por não conhecer o amor de Deus! Ela me ajudou a chegar aqui e por isso não é nenhum peso trazê-la”. Claro que não precisei dizer mais nada! Apenas silenciei e depois fui à Capela do Santíssimo no Espaço da Misericórdia agradecer a Deus pelo Seu amor e pelo mistério de suas ações, pela oportunidade de viver aquela simples, mas tão significativa experiência. E na Capela, olhando Jesus, conversamos sobre as minhas deficiências...
Antonio Marcos

2011-07-23

Sem santidade toda obra ruma ao fim

A apresentação do Ministério Adoração e Vida no Festival Halleluya 2011, noite de 22 de julho, marcou o lançamento em Fortaleza do seu novo Cd “Em Santidade” diante de 220 mil pessoas. Este Ministério, que tem a paternidade de Walmir Alencar, o homem das composições ungidas, favorece sempre no Halleluya um momento muito forte de oração, de comunhão, de experiência com Deus. Quando começaram o show já com o gesto de ficar de joelhos, lembrei das palavras do Moysés de que “o palco é terra de missão” e não de estrelismo. A música dos artistas deve estar a serviço da evangelização, ou seja, ser instrumento da graça de Deus para alcançar vidas. Ainda que milhares se encontrem ali para simplesmente “curtir a noite”, Deus sabe aonde quer chegar e se utiliza absolutamente de tudo para atrair e conquistar ao Seu amor. As palavras de Walmir Alencar foram felizes quando meditou no tema “solte a sua voz”: “A ovelha reconhece a voz do seu pastor, assim como o pastor reconhece a voz da sua ovelha. Quando soltamos a nossa voz Deus não percebe somente o grito, mas o coração de cada um. Quando você solta a sua voz Deus percebe todos os sentimentos do teu coração. Vá sempre além da sua voz, manifeste para Deus o seu desejo sincero de adorá-Lo com a vida”.  Adorar com a vida é a vocação de cada batizado e isto significa ser santo, mesmo sendo fracos, porque sem santidade – como diz tão bela canção – toda obra ruma ao fim. Bendito seja Deus por usar tão generosamente o Ministério Adoração e Vida para despertar em nós o desejo de ser santo, de adorá-Lo com a vida, ir além da voz!
Antonio Marcos 

Uma noite no Halleluya em que muitos se sentiram como Madalena

A Igreja celebrou no dia de ontem, 22 de julho, a feliz memória de Santa Maria Madalena, a prostituta que fora transformada pela graça de Deus numa mulher nova. A meditação do Evangelho que antecede a adoração a Jesus Eucarístico em cada noite do Festival Halleluya foi feita neste dia por Maria Emmir (Cofundadora da Com. Shalom) e a palavra que a providência divina nos reservou era exatamente a de Lucas 7, 36-49, a qual testemunha a ida de Jesus à casa de um fariseu e lá foi surpreendido pela atitude de Maria Madalena que, mesmo não sendo permitida estar ali,  tudo fez para se aproximar de Jesus e assim banhar seus pés com perfume precioso e com lágrimas de arrependimento.
Na breve e profunda meditação de Maria Emmir ficou evidente o drama daquela mulher pecadora – o nosso drama humano - e o choque da misericórdia de Deus que sempre faz calar os que se arvoram do direito de julgar e condenar, porque Jesus liberta e salva o homem do seu pecado quando o seu arrependimento é sincero. Assim como milhares de pessoas no Halleluya, também eu meditei muito no que o Espírito Santo falou através de Maria Emmir: Os convidados não queriam Maria Madalena ali, era vergonhoso para eles. Mas não se importava com o que diziam dela. Madalena sabia que era pecadora, mas queria ver Jesus. Sentia-se só, mas no seu coração estava o clamor verdadeiro: “Tu és a minha verdade, Senhor, Tu és a minha esperança!”
Pecadores nós o somos, e o pecado já nos humilha o suficiente, mas imaginemos o quanto é difícil “não se importar com o que dizem de nós”, não sentir a dor que provém da difamação. Só o desejo unido à graça de Deus levou aquela pecadora arrependida a tudo fazer para ver Jesus, e isto a fez ser alvo do abraço misericordioso de Deus. Muitos se sentiram como Madalena na noite de ontem no Festival Halleluya com as palavras de Maria Emmir e em seguida com a adoração a Jesus Eucarístico: fomos abraçados por Jesus. Quando Ele adentrou o silêncio tomou conta daquela multidão e se podia ver o milagre em tantas vidas. Fortes as palavras do Moysés: “Ver Jesus é ser tocado por ele, deixar-se amar e transformar. Por isso, não tire os olhos de Jesus, porque ele não te perde de vista, apesar do seu pecado. Quanto mais alguém tiver ferido você, mais olhe para Jesus. Se estás sozinho e não sabe para onde ir, mais olhe para Jesus. Diga-lhe sempre: Meu Senhor e meu Deus!”
Antonio Marcos      

2011-07-22

Rosa de Saron no Halleluya: simplesmente apaixonante!


O relógio marcava 01h e 35 minutos já deste novo dia quando o Rosa de Saron entrou no Palco do Halleluya pela primeira vez em 14 anos de existência do evento. Mais do que esperado, amado e prestigiado, sobretudo, por uma massa de jovens que é bonito de se ver. Suas camisas pretas pintadas com a imagem da Banda, seus cabelos coloridos e piercings, jovens de diferentes realidades que não têm a experiência do amor de Deus, mas que estão sendo atraídos ao Halleluya, expondo-se à ação da graça de Deus, o que é maravilhoso saber e ver isto. E os jovens precisam saber mais do que nunca que “há sempre uma escolha, há sempre um caminho” que dignifica nossas vidas, Jesus Cristo.
Também é verdade que a grande maioria dos participantes do Halleluya e dentre ela os jovens de caminhada queríamos ver o Rosa de Saron. Bonita a imagem de milhares de jovens com seus celulares acesos apontados para o alto expressando o desejo de que uma pequena luz se junte às outras e assim sinalizem que Deus está no meio de nós. A canção dizia “hoje muitos choram, mas não desistem de viver”, e isto só é possível por causa das duas certezas fundamentais - “registradas na alma”, como dizia Moysés na adoração – que consistem em “saber ser amado por Deus e permitir-se sempre ser encontrado por este amor, não fugindo dele jamais”. Rosa de Saron foi simplesmente apaixonante no Halleluya. Bendito seja Deus! Bendito seja o Seu amor, pois é este amor que nos faz cantar: “Em você eu sei me sinto forte, com você não temo a minha sorte, e eu sei que isso veio de você!”.
Antonio Marcos

Os que sabem que são amados digam aos outros


O Halleluya, na sua segunda noite de realização, teve a presença ilustre do Sr. Bispo da diocese de Cayenne (Guiana Francesa), o Rev. Emmanuel Lafont, e o mesmo dedicou uma palavra à multidão de jovens ali presentes, um momento de comoção por ouvirmos a mensagem de um sucessor de Pedro que viera de tão longe conhecer de perto o mistério do Halleluya. Assim se dirigiu a todos:
Quando cheguei aqui no Halleluya e fiquei a observar tudo isto, o Senhor me falou: “Estás vendo esta multidão? Eu amo a todos! Amo a cada um de meus filhos. Alguns aqui sabem que são amados, já outros nãos sabem ou duvidam do meu amor. Por isso peça aos que sabem que são amados para que digam aos outros, para que os convidem à fé e assim me escutem, creiam e vivam a minha Palavra, comam esta Palavra de Salvação que vos dou. Diga ainda aos jovens aqui presentes, meu filho, que Eu tenho confiança nos jovens, que assim como escolhi Francisco de Assis, Teresinha de Lisieux, João Paulo II, escolhi o Moysés ainda nos seus 18 anos e todos corresponderam generosamente ao meu chamado. Peça aos jovens que não tenham medo de me seguirem, pois assim serão vencedores da guerra do ódio contra o amor, da guerra da mentira contra a verdade. Diga-lhes que meu amor vos espera sempre!”.
É isto, saio daqui contagiado não ainda para a minha casa, mas para estar aí junto de vocês, caríssimos jovens, e me dispor a ouvi-los nas suas interrogações e questionamentos. Sim, eu quero estar no meio dos jovens! Por fim, peço como pastor que se encham da força da Ressurreição, da alegria, da coragem e da misericórdia que vêm do coração de Deus.
Antonio Marcos

2011-07-21

Posso ver o Teu milagre


Quem teve – ou ainda terá - a oportunidade de ir ao Festival Halleluya (14ª edição, 2011) certamente, assim como eu, foi impactado com aquela gigantesca obra de Deus nas suas melhorias de estruturas de forma significativa, profissional e atraente, sobretudo, na criatividade de novas oportunidades para atrair à Pessoa de Cristo as diferentes formas de vida nos seus aspectos sociais e culturais, dando especial atenção aos jovens, os mais necessitados em nossos dias de encontrarem o verdadeiro sentido de suas vidas, o Evangelho e sua radicalidade, sua proposta de felicidade. No Halleluya esta proposta se apresenta na realidade daquilo que “cada um curte”, mas sem jamais perder a essência, o anúncio de Jesus.
“Os críticos católicos”, infelizmente, ainda se recusam a acreditar que “eventos de massa”, assim como o Halleluya, tragam benefícios evangelizadores, alcancem vidas, transformem pessoas e as levem a um engajamento cristão pós-evento. Podemos falar de ingenuidade crítica, embora não totalmente desconsiderável. Imaginemos a mudança ao longo dos anos do que ocorreu entre o “Fortal” (Carnaval fora de época que acontece paralelo ao Halleluya e que ainda agoniza) e o Halleluya, o impacto na sociedade, na Igreja e no calendário cultural do Estado do Ceará. Espera-se quase 1 milhão de pessoas nos dias do Halleluya e apenas 400 mil no Fortal, o que antes era o contrário, mas esperá-las não para dar-lhes “álcool e falsa alegria”, mas Jesus Cristo, a embriaguez do Seu amor.
Evangelização não é número, mas abertura do coração diante do anúncio, e o Halleluya, evidentemente, não alcança a todos, mas dá a oportunidade para que muitos conheçam o sentido que move aquele empreendimento: Jesus Eucarístico, as confissões, o anúncio da Verdade pessoa a pessoa, os espaços de serviço à sociedade e de promoção vocacional, as pessoas que servem, as estruturas, as apresentações artísticas, enfim, o mundo que é a “graça operante” do Halleluya. Tudo constitui os primeiros passos necessários da pesca! A canção da Adoração a Jesus Eucarístico no primeiro dia dizia no refrão “Posso ver o Teu milagre”, e é verdade, podemos ver o milagre de Deus no Halleluya, no tamanho daquela obra, mas, de forma particular, na vida de muitos que são alcançadas pelo amor de Deus. Bendito seja o Seu Santo Nome para sempre. Temos motivos para “soltar a voz”: o milagre de Deus.
Antonio Marcos 

2011-07-20

Não tem preço o bem que queremos aos amigos


Não se aprende a contar o número de amigos, mas a amá-los, porque cada autêntica amizade é uma experiência única, uma dádiva, uma vida que passa a existir significativamente aqui dentro de nós. As Sagradas Escrituras dão testemunho que são poucos os amigos, mas eles, além de dom, são promessas escatológicas, ou seja, antecipam em nós aquela comunhão que viveremos eternamente no céu, a amizade com Deus. Por isso não tem preço o bem que queremos aos amigos (cf. Eclo 6,15), e não temos dúvida de que são bálsamos de vida, estejam próximos ou distantes. Os anonimatos de duas vidas são unidos pela reciprocidade da escolha e do amor cultivado e celebrado, e chegam a tornar-se “alma gêmea”, amando o amigo tanto quanto a si mesmo (cf. 1Sm 18,1). A canção diz que “amigo se guarda no peito”, e é verdade! Porém, para nós que cremos o amigo deve ser guardado, sobretudo, no sacrário. É Deus o autor dos encontros que edificam e somente Ele conserva os amigos autênticos. A oração pelos amigos é o primeiro ministério da amizade, até porque a distância, o silêncio, as provas, as dores, as inconstâncias, as diferenças, nossos limites podem nos querer fazer pensar que a amizade é um projeto humano, e na verdade não o é. A amizade autêntica traz consigo a vocação da oferta de vida: “Ninguém tem maior amor do que aquele que se despoja da vida por aquele a quem ama” (Jo 15,13). Obrigado, meu bom Deus, pelo mistério de tua amizade conosco, “amor que ama até as últimas consequências” (Jo 13,1). Obrigado pela desconcertante relação com o Filho e com o Espírito Santo, porque ainda quando tudo pareceu solidão, estavas presente. Ensina-nos a fazer da amizade mistério de vida ofertada, despojada, “amor que cativa e que se compromete pelo que de bom deixamos na vida dos amigos”, como diria o Pequeno Príncipe. Gratidão pelos meus amigos e amigas. Feliz Dia do Amigo!

Antonio Marcos

2011-07-19

Solte a sua voz


No primeiro momento podemos achar que o lema do Festival Halleluya 2011 nos parece ser apenas um gesto de simples euforia quando nos convida a “soltar a nossa voz”. Na verdade, pode até parecer, mas não é simples euforia! O Salmista diz: “Como é bom cantar ao nosso Deus, como é agradável louvá-lo!” (Sl 147, 1). É isto, soltar a voz significa manifestar a alegria de ser de Deus, a alegria de convidar a ser de Deus. A música no Halleluya é um instrumento que expressa alegria autêntica, unção, que viabiliza aos corações ali presentes e distantes o Evangelho também através da melodia. Soltar a voz quando o assunto é fé e evangelização significa, sobretudo, aproveitar as oportunidades para falar de Jesus, e o Festival Halleluya, a verdadeira cidade da paz, proporciona diversas oportunidades para que muitos voltem a escutar aquela “voz interior” presa, calada, silenciada pelos pecados, pelo vazio existencial, pela falta de Deus. Sim, “solte a sua voz” é o convite operante do amor de Deus quando penetra em nós e nos desperta para a alegria que não passa, para a festa cristã que nunca acaba. Bendito seja Deus por este convite, por esta exortação e convocação: solte a sua voz! Só o amor de Deus nos desperta a melodia da verdadeira felicidade! Ele é digno de todo louvor!
Antonio Marcos