2011-06-27

As “sombrias cores” do Arco-íris


Quando vemos a “Parada do Orgulho GLBT”, São Paulo, usar as imagens dos santos católicos e nas suas performances deturpadas pelo sensualismo para a defesa do uso do preservativo, vemos sim, uma intolerância para com o respeito ao sentimento religioso dos fiéis católicos. Poderíamos imaginar o contrário: a banalização dos ícones e referenciais do GLBT por parte da Igreja – o que é inaceitável - e esperar a reação “planetária”, os gritos midiáticos de que somos intolerantes e não respeitamos seus direitos.
O Movimento GLBT quer ser intocável, pelo menos se mostra assim, mas, infelizmente temos de dizer que há gente infiltrada em suas legítimas organizações que não escondem o ódio à Igreja Católica, o desejo de difamá-la, por isso faz de tal atitude um ato de provocação e desrespeito à Igreja. Nós cremos que a misericórdia de Deus abraça a todos que recorrem a ela, mas cremos também que a misericórdia anda de mãos dadas com a Verdade sobre a Pessoa e sua vocação segundo o plano de Deus. É óbvio que os que compõem o Movimento GLBT são filhos de Deus, amados por Ele, são nossos irmãos e cidadãos de um país democrático com os mesmos direitos e deveres, mas esses direitos e deveres não podem ser unilaterais na proteção das opções e valores. Isto leva à intolerância. É lamentável que agora, pra defender meus direitos e opções, eu tenha que pegar o que é valor de caráter “sagrado” para o outro e banalizá-lo para que se tenha a ideia de que “somos poderosos” e estamos devidamente organizados e protegidos pela Lei. Isto é insensatez e talvez venha a ser um tiro pela culatra.
Quanto a nós, Igreja Católica, Povo de Deus, a ira não pode nos levar ao juízo das consciências, ao ódio, muito menos à violência. Que bom não tenha existido nenhum ato de violência aos que lá estavam. A melhor reação é o nosso testemunho de vida cristã que, além do respeito devido, não estamos dispensados de manifestar a nossa indignação dentro do princípio da caridade e da ética cristã, não nos deixando seduzir pela mesma provocação do GLBT que, inclusive nega tal intenção. Os dias conflituosos na defesa das opções só estão começando. O paradoxo é que o colorido do arco-íris venha a ser uma “sombria cor chamada intolerância”. Uma coisa é certa: a verdade nunca banaliza o verdadeiro bem que existe no outro.
Antonio Marcos

4 comentários:

  1. Olá, Antonio Marcos, meu nome é Cátia, tenho um blog católico "Quero ser Comunidade", tomei a liberdade de postar o seu texto no meu blog colocando os devidos créditos, pois queria muito falar desse tema e não sabia nem como começar e vc foi muito feliz em todas as colocações. Espero que não se importe. Abraços, fique com Deus!

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  2. Olá Antonio Marcos! Descobri seu blog através de um post seu que a Cátia do http://querosercomunidade.blogspot.com publicou no blog dela com seu link.
    Fiquei indignadíssima com essa "parada" banalizando a imagem de Santos que foram exemplos em vida. Gostei muito do seu artigo. Parabéns!
    Abraço fraterno.

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  3. Olá Cátia (Blog "Quero ser Comunidade"), primeiramente parabenizo-a pela iniciativa do Blog, pelo desejo de ser Comunidade, partilhar a fé e construir vínculos duradouros. Fico feliz por este texto ter sido uma expressão também do seu desejo como reação sensata e evangélica à tal atitude que tem a nossa desaprovação como Católicos e como cidadãos de um país democrático, que pede a ética e o respeito pela liberdade religiosa e aos valores do outro grupo. Que bom, fico feliz por ajudá-la. Rezemos um pelo outro e não nos calemos diante dessas atitudes intolerantes, vergonhosas. Um grande abraço a você e a todos os leitores e leitoras do Blog. Com minhas orações...

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  4. Quanto ao postar o Texto no seu Blog, Cática, não há absolutamente nenhum problema, pelo contrário, fico feliz porque muitas outras pessoas terão a oportunidade de refletir o ocorrido. A teia da evangelização pede essa comunhão e solidarieddae com o que vai ajudar na formação das consciências para os devidos juízos sensatos. Um grande abraço. O Espírito Santo nos ajude a sempre testemunhar a fé com coragem e defendê-la com compromisso e amor.

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