2011-05-24

Quando a dor se torna indispensável


É verdade, sem a dor, não seríamos capazes de nos arrepender com contrição. Como sabemos, o pecado é um afastamento voluntário de nós para com Deus, do Deus que nos criou, que nos deu tudo, que tudo providencia para nós, que zela pela nossa felicidade e santificação. O pecado é, no fundo, uma ingratidão a Deus. É deixar de dar a Deus – ou negar-se a dar a Deus – o amor e a gratidão que lhe devemos pelo simples fato de nos ter criado e de nos manter vivos. Quando não somos gratos, não conseguimos ver a beleza, a bondade, o amor de Deus por nós. Em consequência, não Lhe obedecemos, não fazemos Sua vontade, vivemos como se Ele não existisse. Essa indiferença cruel deveria nos causar uma imensa dor, pois é indiferença para com Aquele que nos criou e nos deu tudo. Sem essa dor, ainda que saibamos que fizemos algo errado, ainda que apresentemos uma longa lista de pecados na confissão, sem essa dor, não há “contrição pelos pecados”, que consiste em arrependimento não vem acompanhado por essa dor, é provável que voltemos a pecar com muita facilidade. Quando a dor da contrição o acompanha, é mais difícil cometer o mesmo pecado. Quem peca muito, ama pouco. 
Fonte: Maria Emmir. 5 Passos para transformar a Dor em Amor, Edições Shalom, 2011.

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