2011-04-07

Tirados tão cedo da vida!


Enquanto discursava em um dos seus compromissos, foram estas as palavras da Presidenta Dilma quando fez referência à tragédia ocorrida na Escola Tasso da Silveira, Rio de Janeiro, nesta quinta-feira pela manhã: “Fiquemos de pé e façamos um minuto de silêncio para prestarmos a nossa homenagem a esses brasileirinhos, tirados tão cedo da vida”. Uma tragédia sem precedentes no Brasil que deixou o País em estado de choque. É o “massacre dos inocentes” em roupagens modernas, revestido de “religiosidade doentia”, misturado aos males do corpo e da mente. É a frieza da premeditação de quem se entrega ao mal e se torna seu adepto, que simula e dissimula suas ações e decide a destruição do próximo como se estivesse “caçando a presa” e, uma vez satisfeita, vendo-a tombar ao chão com um tiro na cabeça, talvez compense as exigências projetadas por um transtorno de personalidade ou, pior ainda, por uma prazerosa “sedução ao mal” que, por sua vez, pede sempre a vingança, realidade comum nos nossos dias, inclusive em pessoas “tão normais”, aparentemente. Estamos em dias de barbárie como o de hoje! Dias de lágrimas, não só lá, mas em todo o país, nos corações e almas que estão do lado de cá... E falo na primeira pessoa: “Estou profundamente triste! Meu coração e também este espaço de evangelização estão de luto!” Poderiam ser minhas sobrinhas, meus pequenos e pequenas alunas, não foram, mas foram nossos adolescentes, nossos “irmãos brasileirinhos” que foram tirados tão cedo da vida! Meu Deus, não nos cabe julgar “quem mata pedindo perdão”, é tão difícil entender isso! Melhor deixar que Tu decidas por nós, porque somos muito vulneráveis à barbárie, mas também à revolta, ao ódio e à falta de esperança quando a dor nos alcança. Não nos deixe chegar a isto em dias de tamanha dor. São muitas as perguntas, sem dúvida, mas, o que mais precisamos hoje é da sensibilidade com o sofrimento do outro, que também nos alcança. Hoje são inevitáveis a tristeza e as lágrimas, mas sem jamais perder a esperança e a certeza de que a vida e o amor prevalecerão.
Antonio Marcos

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