Também os jovens ateus queriam ouvir João Paulo II falar de Deus

Escrito Por Antonio Marcos na sexta-feira, abril 29, 2011 2 comments

PARTE 3 - Esta publicação corresponde a uma “partilha” (conforme minhas anotações) do Curso para os jovens sobre a “vida e vocação de João Paulo II”, ministrado no Renascer 2011, por Moysés Azevedo (Fundador da Comunidade Católica Shalom).
Quando o Bispo Woityla foi eleito papa em 1978, escolheu como nome João Paulo II. Seu jeito de ser, seu carisma pessoal permaneceu o mesmo. Como Sumo Pontífice age de forma diferente na relação com os fiéis quando quebra protocolos e aproxima a relação do papa com o povo. Evidentemente isto se torna mais possível e evidente através da sua amizade aos jovens, a quem disse sempre: “Vocês são a esperança da Igreja. Vocês são a minha esperança!”
Quando iniciou a visita às paróquias de Roma logo manifestou o desejo de encontrar-se com os jovens. Fazia questão em cada visita de dirigir uma palavra de ânimo e esperança a eles. Certo dia, em uma dessas visitas pastorais, respondia às perguntas de jovens diferenciados em suas crenças ali presentes. Um deles, tendo a oportunidade de falar ao papa, disse-lhe: “Santo Padre, sou ateu, e pergunto-lhe: quem é este seu Deus? Fale-me dele!” O protocolo dizia que não havia mais tempo e que a reposta do papa ficaria para outra oportunidade, porém, João Paulo II não obedeceu e fez questão de falar francamente do amor de Deus na criação do homem e na oferta do Seu Filho para nos salvar. Mas queria ficar ali e responder as outras perguntas daquele jovem ateu. Infelizmente não foi possível e ficou sofrido.
Ao terminar aquele momento João Paulo II pediu para que um determinado Cardeal procurasse aquele jovem e pedisse desculpas em seu nome por não poder ficar mais tempo. A partir deste dia o papa tomou a decisão de criar uma oportunidade para dar uma resposta aos anseios mais profundos dos jovens, pois entendeu que as perguntas dos jovens são as mais importantes e elas devem ser respondidas. Logo em seguida veio a ideia do primeiro grande encontro com os jovens, Paris 1980, nasce a Primeira Jornada Mundial da Juventude.
Por que os jovens eram tão atraídos pelo papa João Paulo II?
Na verdade, não há grandes segredos, mas uma única verdade fundamental: há muito tempo na Igreja não se falava de Deus aos jovens de forma tão atraente. Diante de João Paulo II os jovens escutavam as palavras sobre Deus e sobre o amor cristão e riam. O Evangelho de Jesus Cristo lhes parecia outra vez acessível! E bem se sabe que o papa não ajustava a mensagem cristã para ser aceito, mas era ousado, profético e não tinha medo de propor aos jovens a radicalidade do seguimento a Cristo. Ele bem sabia por experiência própria que os jovens anseiam por altos ideais e o Evangelho é a única medida à altura de nossas procuras.
O Evangelho pregado pelo papa João Paulo II não era “água com açúcar” como medida para agradar, mas era a força e a graça da vida de Cristo. Ele tinha plena consciência de que somente o projeto da vida de Jesus responde plenamente aos desafios da juventude, especialmente quando se aspira viver as relações humanas sadias, a corporeidade como dom de Deus, a sexualidade, a amizade, a profissão e o amor.  Jesus Cristo era vivo na pessoa do papa e por isso sabia atrair, encantar, seduzir, despertá-los para a vida cristã e a vocação à santidade.
Por Antonio Marcos