2011-04-28

Padre Karol Woityla: coração em Deus e nos jovens!


PARTE 2 - Esta publicação corresponde a uma “partilha” (conforme minhas anotações) do Curso para os jovens sobre a “vida e vocação de João Paulo II”, ministrado no Renascer 2011, por Moysés Azevedo (Fundador da Comunidade Católica Shalom).
O jovem Karol Woityla, diante dos muitos desafios que enfrentava sua geração e das seduções para se trilhar um caminho fácil, mas tortuoso, e mesmo sendo tão habilidoso em suas virtudes e talentos, não pôs sua esperança nessas realidades, mas continuou sua procura por um ideal que preenchesse plenamente e dignamente sua existência, de forma que se convertesse em frutos para os seus contemporâneos, para a sua nação, para o mundo.
No final do seu curso acadêmico, tendo sido escolhido o orador da turma, após terminar suas carismáticas palavras, o cardeal chanceler lá presente, pergunta-lhe: “Não pensas em ser padre?” Pergunta esta que não foi lhe dirigida uma única vez, mas algumas. O fato é que o coração do jovem Karol já se encontrava seduzido pelo amor de Deus. A literatura e os dons artísticos não o encantaram tanto quanto a beleza do ideal do Evangelho. Essa conquista o faz decidir-se ainda tão jovem pelo ingresso no seminário para iniciar sua formação para o sacerdócio. Seus estudos se deram no seminário clandestino devido as invasões nazistas na sua sofrida Polônia.
Um Padre atleta e apaixonado pelos jovens
Karol sempre foi um apaixonado pelo esporte. Um jovem completo, virtuoso, forte, cheio de possibilidades para uma carreira brilhante, um casamento feliz, mas se sente chamado ao sacerdócio e responde generosamente sim, mesmo em meio a tantos desafios culturais, políticos e religiosos.
Seu amor pelos jovens vem desde sua juventude e, quando se tornou um padre, sua relação com eles apenas se intensificou. Gostava de organizá-los para diversas atividades intelectuais e religiosas, usando muitas vezes a natureza como ambiente mais favorável. Pode-se dizer que Karol fez parte dos criadores das “universidades volantes”, ou seja, grupos de jovens que se reunião voluntariamente e em lugares diversos para refletirem a razão e a fé. O padre Karol dava-lhes aula de filosofia e de moral cristã. Extraordinária era a sua capacidade intelectual, ao mesmo tempo acessível e capaz de conquistar seus ouvintes.
Padre Karol se tornou amigo e pai amado dos jovens desde cedo. Foi deles que recebeu o apelido de Lolek (no Polonês Karol = Carlos, e o seu diminutivo é Carlinhos = Lolek). Os jovens o chamavam carinhosamente de “tio Lolek”. Seus biógrafos contam que quando padre Karol foi chamado para ser comunicado da nomeação da Santa Sé para ser bispo, coincidiu que se encontrava nas montanhas vivendo suas férias junto dos jovens. Despediu-se depressa e foi ao encontro do seu pastor. Uma vez lhe comunicado a notícia da nomeação, fez um único pedido ao seu bispo: “Permita-me voltar para junto dos jovens e concluir minhas férias com eles. Depois a gente cuida dessas outras coisas!” O coração do padre Karol estava em Deus e nos jovens, um belo testemunho que nos comove.
Por Antonio Marcos

0 comentários:

Postar um comentário