Karol Woityla aprende cedo: “tudo passa, só Deus permanece para sempre!”

Escrito Por Antonio Marcos na quarta-feira, abril 27, 2011 Sem Comentários

PARTE 1 - Esta publicação corresponde a uma “partilha” (conforme minhas anotações) do Curso para os jovens sobre a “vida e vocação de João Paulo II”, ministrado no Renascer 2011, por Moysés Azevedo (Fundador da Comunidade Católica Shalom).
Caros jovens, falaremos um pouco do mistério e das vicissitudes da vida e vocação de Karol Woityla, na esperança de que vos seja útil também para a vossa vida e vossas decisões. O contexto histórico no qual veio ao mundo Karol é o do pós-guerra (18 de maio de 1920), portanto, contexto desafiante também na sua Polônia que, embora recentemente tendo conquistada sua independência como Nação livre, viu as consequências duras da guerra. Não bastando isso, mais adiante viria a opressão do Regime Totalitário alemão Nazista e os horrores da Segunda Guerra Mundial.
Pois bem, o mais duro de tudo isso é a disseminação de um terrível “regime de ateísmo” nessas sociedades. A vida de Karol como jovem não foi bem normal como a de qualquer um jovem porque estava longe de se viver em democracia e tendo como bandeira a liberdade de expressão, cultural e religiosa como temos hoje. Entretanto, o jovem Karol – apesar da perda dos seus familiares - parece trazer consigo um dinamismo impressionante e ao mesmo tempo um desejo profundo por um ideal que balizasse sua vida. Suas extraordinárias habilidades humanas e intelectuais o colocam em destaque onde quer que atue. Um jovem como você que não se diferencia pelo desejo de um ideal que dê sentido e corresponda às suas aspirações de felicidade para si, para a sua nação e para o mundo.
Uma coisa Karol adquiriu muito cedo com a sua sensibilidade de sentir as angústias do homem: as ideologias são capazes de alienar os jovens e levá-los à morte, ao nada, ao vazio de vida. Aquele jovem passou a viver uma “santa angústia”, a de não aceitar colocar suas esperanças nessas realidades, mas de entender que Deus não pode jamais estar fora dos planos de felicidade do homem. Importante ressaltar que tão decisivo para ele foi o encontro com amigos que o ajudaram a encontrar os passos de Deus. Isso vale pra nossa vida e nossas relações hoje. Não sejamos caminhos de morte para os nossos amigos, para os que se aproximam de nós, mas caminho que indique a direção para Deus. Um amigo leigo de Karol veio a tornar-se seu “mestre espiritual” e, felizmente, coloca-o no caminho da espiritualidade de Santa Teresa de Ávila, com quem aprende que “tudo passa, só Deus permanece para sempre”.
Por Antonio Marcos