2011-04-02

Apressa-te, Senhor!


Quando o Povo de Deus (Israel), exilado na Babilônia, estava vivendo os dias próximos do tão esperado retorno para a Pátria (Jerusalém), na esperança de reconstruírem suas vidas, tradições e um novo relacionamento com o Deus vivo, nada era tão consolador quanto às profecias que evidenciavam a concretização desse feito. Providencialmente o Tempo da Quaresma nos apresenta as leituras bíblicas que mostram exatamente esse contexto. O povo tem esperança e pede confiante: “Faze o bem a Sião, Senhor, por teu favor, reconstrói as mulheres de Jerusalém” (Cf. Sl 50/51, 20). O povo reconhece que o exílio foi consequência de sua própria decisão, quando chamou de “Nosso Deus” a obra de suas próprias mãos (cf. Os 14, 4-6). E, na verdade, a obra é de Deus. É Ele que sabe o melhor para as nossas vidas, ainda que respeite incondicionalmente as nossas decisões. O fato é que a maior experiência da dor do exílio na vida do povo de Deus foi o cair em si mesmo e enxergar a arrogância de terem esquecido sua limitação e ainda assim permanecerem obstinados em seus projetos pessoais. Imagino o que gerou dentro do coração de cada um e na consciência do povo quando Deus disse: “Eu os curarei a sua apostasia, eu os amarei com generosidade (...), é de mim que procede o teu fruto” (cf. Os 14, 5.9b). Se não permanecermos enxertados na árvore da vida, Jesus Cristo, através da qual recebemos a seiva da salvação, não podemos dar bons frutos e chamaremos “os nossos frutos” de “Nosso Deus”. Apressa-Te, Senhor, na generosidade do teu amor para conosco.
Antonio Marcos   

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