O que nos treina para a maturidade humana é o autodomínio e não a masturbação!

Escrito Por Antonio Marcos na quinta-feira, março 24, 2011 Sem Comentários

PARTE 6 – Esta publicação faz parte das “pequenas partilhas” (a partir de minhas anotações), do Curso aos Jovens sobre Teologia do Corpo (baseado na Teologia e vida de João Paulo II), ministrado no RENASCER 2011, por Meyr Andrade (Consagrada na CVSh, Missionária na Diaconia Geral Shalom).

Queridos jovens, o aspecto da inteireza de vida é sempre uma necessidade fundamental, porque nos ajuda na escolha de tudo aquilo que nos edifica e nos leva para o Belo por excelência, que é Deus mesmo, com seu amor e projeto de felicidade para a existência humana. Nossas escolhas precisam seguir a direção do que concretiza a nossa vocação de filhos de Deus, e não de escravos. Gostamos de cantar “sou estrangeiro aqui, o céu é o meu lugar”, porém, perguntamos: “Isto é verdade nas nossas vidas? Minhas escolhas correspondem mesmo a essa salutar consciência cristã de que nosso fim não é este mundo, mas a vida eterna junto de Deus?”

Pois bem, acontece que, como já falamos em outras oportunidades, o pecado quer nos iludir, fazer com que acreditemos que podemos curtir a vida de qualquer jeito, sem se prender a “uma ética e ascese”  para a vida, para o corpo, para as nossas ações; sem aquela imprescindível necessidade de uma vida pura, casta, ordenada para o amor e para a santidade das relações humanas. Não estamos dizendo que devemos ser anjos, não, mas evidenciar irrenunciavelmente que a vocação de todo o nosso ser é para a ordem do amor, para a liberdade da graça, da pureza e da castidade, em uma palavra, santidade. Por que é tão importante esta inteireza? Porque ninguém pode amar a Deus “quebrado”, “separado”, tendo suas partes essenciais desencontradas, digo, coração, corpo e alma. Não se vive assim, pois a nossa fé não nos divide, mas nos integra e nos favorece viver relacionamentos inteiros. O corpo manifesta os sinais daquilo que acontece dentro de nós. Esse movimento também acontece ao contrário.

A impureza trabalha em nós sempre no caminho contrário ao do amor e da graça de Deus, porque ela contraria a nossa vocação à santidade e nos faz viver voltados para o próprio ego, a própria satisfação, consequentemente, instrumentalizando os outros. A impureza tem “esse poder” de nos fazer sentir independentes de Deus e a vivermos a idolatria dos projetos pessoais, sem levar em conta ou mesmo percebermos as suas consequências desatrosas na vida cristã. Quantas feridas no corpo e na alma de nossos jovens, de tanta gente que até teve a oportunidade de experimentar a luz da verdade. Infelizmente se confunde muito em nossos dias “prazer e felicidade” e nem sempre esses valores caminham juntos. As renúncias não causam de imediato um prazer, mas podemos estar profundamente felizes ao vivê-las. A instrumentalização do corpo nunca gerará frutos que edifiquem, mas sempre nos destruirá.

A título de conclusão desta penúltima parte, falo brevemente da masturbação.  Muitos dizem por aí, até com justificativas científicas, que a masturbação é necessária para que se treine a pessoa para a maturidade sexual no campo biológico e afetivo. Sem medo, acreditem, isto é uma grande mentira! A masturbação pode nos levar a outras experiências mais profundas porque, evidentemente, a prática como hábito e vício levará a outras necessidades pecaminosas. Não estamos dizendo que uma “queda acidental” seja já uma doença, mas que o hábito da masturbação vai levar à escravidão, sem contar que ela perturba a nossa paz, fragiliza as nossas faculdades interiores e sentidos. Queridos jovens, o corpo é vocacionado ao autodomínio, ao amor altruísta, ao amor oblativo, à pureza. O que treina a pessoa para o amor, para a maturidade humana é o autodomínio e a castidade. Quando chega a hora de enfrentarmos as renúncias dentro de um relacionamento de namoro e até do casamento, quando precisamos esperar, quando temos de enfrentar tantos desafios, é a castidade que nos treina para essas horas. Isso é belo, é possível, é vocação para todos, é felicidade!

Antonio Marcos