A mulher chama a atenção pela presença de Deus nela

Escrito Por Antonio Marcos na terça-feira, março 22, 2011 Sem Comentários
PARTE 4 – Esta publicação faz parte das “pequenas partilhas” (a partir de minhas anotações), do Curso aos Jovens sobre Teologia do Corpo (baseado na Teologia e vida de João Paulo II), ministrado no RENASCER 2011, por Meyr Andrade (Consagrada na CVSh, Missionária na Diaconia Geral Shalom).

Podemos afirmar - segundo João Paulo Il - que o corpo é expressão do nosso ser, ou seja, que ele evidencia as características fundamentais de nossa identidade. Deus me criou homem ou mulher, e não me fez numa junção de ambos os sexos, muito menos numa confusão de identidade. Esta identidade não é uma escolha, mas um dom do Criador.

A ocasião em que se celebra o “Dia Internacional da Mulher” nos faz ter a necessidade de dizer às mulheres, minhas irmãs, que mais do que nunca estamos carentes da inteireza da identidade feminina. Infelizmente muitas de nós, mulheres, estamos embriagas pelas atrações do mundo, desesperadas e escravas de uma busca de beleza e prazer que só nos roubam do essencial e nos esvaziam de sentido. E o que é o essencial? Vejamos o que diz a Palavra do Senhor no Livro do Eclesiástico (cf. 26, 16-18): “(...) A mulher casta é de valor inestimável. É como o sol levantando-se sobre as montanhas do Senhor”. Isso, sim, deveria ser o projeto de vida para todas as mulheres. A mulher chama a atenção pela presença de Deus nela, e, como temos a necessidade em nossos dias de mulheres cheias de Deus, que iluminem os outros, os homens e a humanidade!

Da mesma  forma em nossos dias vemos as deturpações na formação da identidade masculina. Não se nega a necessidade de homens maduros na sua afetividade, comprometidos com o verdadeiro amor, com a proteção que ele confere ao outro, com o zelo, a gentileza, a atenção e o diálogo. Evidentemente tudo isso passa também por uma vida casta, pela ordem dos sentidos e das faculdades da alma. Essa confusão e competição que temos visto em muitos relacionamentos de amizade, de namoro e principalmente no matrimônio é um grande equívoco. Cada um tem sua identidade, suas características, sua vocação e seu papel nas relações e na sociedade. O machismo que é imposto na tentativa de anular a mulher é uma deturpação do plano de Deus. O estado de vida é uma expressão também de nossa identidade mais profunda. Ele é projeto de Deus para o homem e mulher, e quando esse projeto pede a vida a dois é para uma comunhão e realização de ambos, não para uma competição.

Temos que lembrar que a “relação sexual”, o ato conjugal fora pensado e vocacionado por Deus para o matrimônio. Que isto não seja visto por nós como algo merecedor de desprezo e descrédito, ou que seja algo para os outros, não para mim. Guardar a entrega do corpo para aquele/aquela com quem desejo, por vontade minha e de Deus, viver o amor até o definhar da vida humana é um projeto de felicidade, uma vocação de amor autêntico, uma graça, uma realidade possível e acessível. Temos consciência de que não somos anjos, e sim, pessoas limitadas, porém, não nos deixemos convencer pelo mundo e pelos nossos apetites carnais de que esta vocação não seja parte de nossa natureza, que evidentemente precisa do auxílio da graça. Ser casto não nos aniquila, não nos torna doentes, muito menos indignos de viver as coisas boas da vida como pessoas plenamente normais.

Antonio Marcos
Imagem:
Jovens da Obra Shalom de Brasília - Renascer 2011