2011-03-06

A felicidade é a vida construída sobre a rocha!!


Eis um tema tão explorado em nossos dias mais do que nunca, a felicidade. Não se ignora que a felicidade seja um anseio existencial, um desejo da alma, uma inquietação e uma procura concernentes à condição humana. Todos queremos a felicidade e a procuramos em caminhos diversos, por isso damos tantos nomes para o que encontramos, e assim podemos viver apenas frustrações. Não são poucos os que pautam a vida naquele “axioma” tão comum entre nós: “Não existe a felicidade, apenas momentos de felicidade!”
Sim, “momentos de felicidade existem” e parecem satisfazer a alguns quando se tem a felicidade como vida sem incômodos, sem dor, sem desafios, sem sofrimentos, sem necessidade material e afetiva. Se temos dinheiro, saúde, alguém para amar e a quem nos ame, então somos felizes! Esses objetivos são justos e todos os perseguimos, mas a felicidade é algo de grandioso que vai além. Nós que cremos partimos da felicidade que “experimentamos como relação com uma Pessoa, Jesus Cristo”. Por isso quando dizemos “Deus é a felicidade”, estamos dizendo, radicalmente, sem medo de sermos ridicularizados, que não há felicidade para o homem fora de Deus. “Criaste-nos para Ti, Senhor, e o nosso coração não descansará enquanto não repousar em Ti” (Santo Agostinho, Confissões, I,I,1).
As Leituras Bíblicas deste Domingo dão o itinerário da felicidade. O primeiro passo é reconhecer a condição humana: “Todos pecaram e necessitam da justificação que se dá gratuitamente, através da fé” (cf. Rm 31,21ss). Não há abertura para a verdadeira felicidade se não se reconhece necessitado de Deus e de sua misericórdia. E o que realiza isto em nós, sem dúvida, é a ação da Palavra de Deus em nossas vidas. É o que Deus nos fala através de Moisés: “incuti minhas palavras em vosso coração e vossa alma” (cf. Dt 11, 18ss). Sem essa experiência não conseguimos trilhar o caminho da felicidade que é relação de amor com Jesus, que nos dá um projeto de vida e uma direção, que nos leva aos outros e à solidariedade, nos conquista a uma relação com a Igreja, com a humanidade e seus desafios e, sobretudo, que nos faz homens e mulheres de esperança.
Esta felicidade não é uma “simples prática religiosa”, muito menos indiferença a ela. É, como já disse, relação de amor com Jesus. É o que o Evangelho chama de “vida construída sobre a rocha” (cf. Mt 7, 21-27), não sobre as facilidades do mundo e suas seduções que caricaturam o rosto da felicidade e acabam nos convencendo de que a verdadeira felicidade não exista. A felicidade existe! Ela se chama “Amor ao extremo”, amor de cruz e de salvação, de alegria indescritível que se adquire na amizade com Deus, porque é Ele a nossa felicidade. Todos os nossos esforços de evangelização não têm outro significado se não o de ajudar cada pessoa a dizer para si mesma: “Deus é a minha felicidade", a rocha na qual devo construir a casa de minha vida.
Antonio Marcos

2 comentários:

  1. Já escutei muitos falarem de que a felicidade não existe...E também estamos cansados De ver tanta gente mendigando uma dose, uma pequenina dose, sem saberem que dentro de cada um reside a própria felicidade pois somos templos do Espírito Santo. Ela mora em nós. É triste ver tantos perdidos dentro de si mesmo, sem esperanças, sem amor, sem fé... é trite ver tantas casas desmoronar porque não soubemos ser bons contrutores, seja da palavra, seja do amor, seja da vida, seja da fé...

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  2. "...mendigar a felicidade enquanto ela se faz presente, pois somos templos do Espírito Santo"...é isso mesmo, Jeania, consegues dizer em poucas linhas o que tento dizer em várias. Não é mesmo fácil a frustração de buscar essa felicidade em tantos caminhos, quando não sabemos que ela está dentro. É como aquele simples história do homem que pedia esmola e não sabia que no seu quintal existia um solo que escondia pérolas preciosas. Daí que, certamente, todos nós conheçamos a dor de "vermos certos projetos nossos se desmoronarem porque os construímos foa da rocha que é Deus, Sua Palavra, Seu amor". Que Ele nos ajude sempre a recomeçar para que também saibamos ajudar os outros a refazerem seus caminhos, suas casas sobre a Rocha. Obrigado Jeania, sempre obrigado por você nessas páginas, o que me trouxe uma grande alegria e com certeza enriquece a muita gente que também reflete seus comentários, ou melhor, "a partilha que escrevemos juntos". Um grande abraço minha querida maninha. Prossigamos a construir nossa casa sobre a Rocha...

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