2011-03-07

Deus tem pressa na santificação dos jovens!


Um dos cursos mais esperados do Renascer, tradicionalmente, é mesmo o que é dedicado aos jovens. Eles sempre acorrem para esse momento porque anseiam ouvir a Palavra de Deus através de um outro jovem que, em nome da Igreja, fale da esperança que Cristo tem na juventude. Desta vez não foi diferente e nossa irmã Gabriella Dias (CVSh), ungida, entusiasmada e sábia nas palavras e linguagem, comoveu a todos os presentes, especialmente por se tratar do caminho de santidade a partir da experiência da conversão e vida de João Paulo II, o qual será elevado aos altares no dia 1º de maio de 2011, para honra e glória de Nosso Senhor Jesus Cristo. Deus tem pressa na santificação dos jovens! Também vai aqui minha breve partilha.

Depois de apresentar o itinerário da vida do jovem Karol Woityla (Lolek) e da sua conversão, da ajuda que teve de amigos que o levaram para Deus e que o fizeram compreender a importância de mudar os rumos da vida, de viver no mundo com a alegria que o Evangelho, da sua inteira disponibilidade para Deus como homem generoso na resposta, destemido e homem de oração, por isso comprometido com as dores e alegrias dos homens de seu tempo, Gabriella nos falava da dimensão do sofrimento na vida de João Paulo II. Aprendeu a conviver com a dor sem se entregar a ela. Não fez dos desafios uma “forma de negociação com Deus”, mas viveu confiante de que não precisava temer o sofrimento porque estava na presença de Deus.

Oportuna a memória das palavras de Bento XVI: “Os sofrimentos são oportunidades para aprendermos a amar mais a Deus”. O que não podemos é achar que, por sermos jovens, temos direito de dizer o “que bem queremos e entendemos”. Temos de aprender o exercício do amor aos irmãos e compreender que tudo passa, inclusive as pessoas. Não somos eternos, mas chamados à eternidade de Deus. Um grande engano é buscarmos as facilidades do mundo que se mostram como “aparentemente convenientes” à nossa idade, mas que são experiências de pecado, que embora "facilitem a solução" de nossas necessidades, acabam roubando a nossa felicidade e nos deixando no vazio, escravos.

A vida que recomeça em Deus tem seu preço, sua dor, suas lágrimas, até seu sofrimento, mas não se comparam com a alegria e a felicidade de termos dado um sim a Deus. Lembrou-nos Gabriella um fato que nos tocou muito. Dizia ela: Uma jovem me partilhava da dor pelo recomeço da sua vida nova, dos desafios de hoje não ter mais as facilidades da vida de prostituição e que até parece que agora, estando em Deus, tudo parece mais difícil. Foi então que a levei para trocar uma palavra com o Moysés. Ele lhe disse: filha, você já viu um cadáver? Quando o corpo se encontra sem vida, nada o incomoda, nem qualquer perfuração..., porém, quando existe a vida, o mínimo espinho é capaz de provocar dor, incômodo. Suas dores de hoje significam que agora você está viva, a graça rejeita o pecado e por isso dói. A “cruz do pecado” outrora te esmagava e tu estavas morta, a dor era camuflada, alienante..., mas agora, agora a “cruz de Cristo” te salva, o sim que deste a Deus causa uma dor que não esmaga, mas cura. Essa dor é a de não querer mais dizer sim à própria vontade, mas à vontade de Deus.

Deus tem pressa na santificação dos jovens porque são experiências como essas que provocam grandes e santas revoluções nos corações de outros jovens e nos homens de maneira geral. João Paulo II dedicou sua vida aos jovens porque acreditava que podemos tornar o mundo melhor, não necessariamente pelos planos que desejamos, mas através da descoberta do que Deus deseja para as vossas vidas. Jovem, Deus te quer santo, porque a santidade é a felicidade. Não tenha medo de ofertar-se a Cristo, não tenha medo da revolução do Evangelho na sua vida.

João Paulo II, intercedei por todos nós! 

Antonio Marcos

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