2011-03-17

Deus é quem faz resplandecer a verdadeira beleza do corpo


PARTE 2 – Esta publicação faz parte do que chamo “pequenas partilhas” (a partir de minhas anotações), do Curso aos Jovens sobre Teologia do Corpo (baseado na Teologia e vida de João Paulo II), ministrado no RENASCER 2011, por Meyr Andrade (Consagrada na CVSh, Missionária na Diaconia Geral Shalom).

Dizíamos como conclusão de nossa primeira partilha que o “Corpo é sacramento da pessoa”, segundo João Paulo II, ou seja, canal por meio do qual se vive a relação com Deus e se celebra a comunhão com os irmãos. Essa relação, essa mística, não escraviza, não rouba a liberdade como muitos jovens pensam, pelo contrário, acaba sendo expressão do nosso ser mais profundo, espaço de celebração como manifestação do rosto de Deus.

Pois bem, temos visto claramente que as feridas no corpo, a falta de castidade, de pudor, de retidão interior são fontes de escravidão, de tristezas e angústias profundas. O corpo como manifestação do “rosto de Deus” implica dizer que não vivo minha espiritualidade desvinculada do meu corpo. Quando amo, quando sofro, quando choro, quando me alegro e quando adoeço o meu corpo emite uma comunicação que revela aquilo que se passa dentro de mim, e isso não é vergonhoso, desde que o que ligue a ambos seja a relação com Deus. Infelizmente os padrões de beleza do mundo têm machucado o coração e o corpo de nossos jovens. Eles aprendem conceitos e padrões de beleza doentios, exclusivistas e até preconceituosos.

Uma imagem preciosa que a mídia nos legou e que muito traduz nossa reflexão é a da Princesa Diana de mãos dadas com Madre Teresa de Calcutá. A princesa satisfaz aos padrões de beleza pregados pelo mundo e, bem se sabe, indiscutivelmente era uma mulher realmente bela. Já Madre Teresa com o seu perfil não era nada atraente, era “feia” aos padrões do mundo, uma velha encurvada e enrugada, quase que desprezível. No entanto, ambas participavam do ciclo da vida no seu valor real, ainda que o mundo não compreenda esse mistério e queira negá-lo. Havia uma beleza interior em ambas segundo suas convicções de fé e projetos pessoais. Ali, de mãos dadas, víamos a perfeição de Deus fazer resplandecer a beleza do corpo no seu aspecto de realização pessoal e social.

Os padrões de beleza do Evangelho seguem outro caminho dos que são apresentados pelo mundo, o que não significa que não cuidemos da beleza estética e dos adornos, pois isto é saudável. Não se desconsidera a nossa sensibilidade ao belo estético, sem dúvida, mas à essa cultura de tratar o diferente como descartável, ao que não segue nossos critérios pagãos e secularizados. Aqueles que se aproximavam de João Paulo II nos seus anos de velhice ou mesmo de Madre Teresa de Calcutá ficavam encantados com a força de atração a Deus que emanava de seus corações. Tudo porque fizeram de seus corpos instrumentos preciosos e indispensáveis no cumprimento da vontade de Deus. Foram celibatários e mesmo quando se tornaram anciãos também se sentiam completos, porque a completude é viver em Deus, no processo de unidade espiritual: todo o Ser voltado para Deus. Isso é felicidade meus caríssimos jovens!

Antonio Marcos

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