2011-03-10

Apesar da fragilidade da minha fé...


RENASCER 2011: DEUS É A FELICIDADE!

A Santa Missa do 1º dia do Renascer (Fortaleza) foi um momento no qual, de forma especial, todos nós pudemos mais intensamente suplicar a Deus pela nossa cura interior, seja espiritual ou psíquica, e também física. Antes da benção final o Santíssimo Sacramento passou entre os presentes no ginásio e muitas graças foram operadas. É sempre um momento muito forte pelo que vemos acontecer conosco e com os outros. O canto e a adoração se tornam uma única melodia, a súplica através da fé se torna um gesto de profunda confiança na misericórdia de Deus. Os mais indiferentes podem achar que se trata de algo puramente emotivo, mas, na verdade, a emoção é uma reação de uma profunda experiência de Deus. É um Cenáculo no qual os Tomés são convidados a tocar o lado aberto de Jesus, os Zaqueus são vistos, as Samaritanas e os Leprosos são curados, os Pedros são revigorados na fé.

Eu estava lá e também adorava a Jesus de joelhos e com fé, mas ainda sentia que meu coração estava fechado, estava com medo, estava resistente. Queria gritar “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim”. Apesar da fragilidade da minha fé Deus foi generoso. Lembro bem que quando se fez um grande silêncio de adoração em que fomos convidados a olhar Jesus, de repente uma jovem mulher quase ao meu lado, começou a chorar em alta voz, um choro de libertação em que todo o ginásio se vez ouvir. Sendo imediatamente acolhida pelos Servos de Seminário, logo se percebeu que não se tratava de uma “manifestação”, mas de um choro de cura interior profunda de quem viu sua miséria iluminada pela misericórdia de Deus. Era um choro de quem provava tão gratuitamente o amor de Deus, de quem por anos buscou aquele encontro e finalmente ele chegara. Era o choro de quem reconhecia que não há felicidade para quem caminha longe de Deus e que o retorno é uma libertação de nossa cegueira e dureza de coração. Aquele choro era de um coração que não ouviu uma sentença de condenação, mas o próprio Jesus dizer: “Vai, filha, e não peques mais!”

Os 25 anos do Renascer estavam sendo celebrados naqueles dias e todos nós que renascemos para Deus neste evento, certamente pudemos fazer memória de quando um dia fomos conduzidos àquele Cenáculo pela primeira vez e fomos visitados por Deus para sempre. A gratidão por ter a oportunidade de renovar a experiência com Deus vale mais que qualquer coisa, que o diga aquela jovem mulher. O que ela viveu pela primeira vez nós também o vivemos, de alguma forma. Também nós choramos o choque da gratuidade do amor e da visita de Deus. No entanto, as nossas lágrimas de um dia não são suficientes para sustentar a caminhada para sempre. Precisamos de outras visitas de Deus, de outras lágrimas, de outras efusões, da humildade de se ajoelhar e dizer: “Senhor, eu preciso de novo que me renoves com tua graça”. Foi isso que Deus me ensinou com as lágrimas daquela jovem mulher e, apesar da fragilidade da minha fé, minhas lágrimas se renovaram e com elas a minha vida. 

Antonio Marcos

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