2011-02-06

Sem fazer o bem, seremos trevas para nós e para os outros


A Palavra de Deus transmite uma novidade que nos surpreende a cada dia, ou seja, podemos ler o mesmo texto diversas vezes, que sempre encontraremos uma nova luz para a nossa vida. A criatividade de Deus não é ligada ao tempo, é eterna e, no seu amor, nunca se repete. O que importa é abrirmos os nossos olhos à luz. Mas o que é a luz? Dizem que a luz é inexplicável, vemo-la, tocamo-la, ela nos ilumina, mas a sua “essência” permanece escondida. A liturgia deste 5º Domingo do Tempo Comum é dominada pela luz, que é Deus, que ilumina todo homem que vem a este mundo.

A nascente da luz é o amor, somente o amor que se faz obra faz nascer uma luz forte e corajosa que rasga as trevas do egoísmo e do mal e nos abre os olhos para ver, na pessoa que está a nossa frente, seja qual for sua origem, religião ou raça, a presença viva de Deus Pai misericordioso, que não olha as aparências, mas a braça e ama os que necessitam de amor. 

“A lâmpada de Deus é o ser humano, glória do Deus vivo” (Santo Irineu de Lyon). Sem fazer o bem, seremos trevas para nós e para os outros. Ninguém, a longo prazo, confia nas palavras e nas promessas, necessitamos constatar que as palavras se encarnam e fazem vida. Se repartirmos o pão com quem tem fome, seremos capazes de iluminar os outros, seremos geradores de um mundo novo. Abre as portas, abre as janelas, abre o coração e uma luz nascerá de ti.


Autor: Frei Patrício Sciadini, OCD.
Fonte: Comentário Pão da Vida, 5º TC, Edições Shalom, 2011.   

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