2011-02-11

Não poderá existir Igreja peregrina e mundo mais feliz e santo sem os Padres

O papa Bento XVI escreveu a 48ª Mensagem para o Dia Mundial das Vocações, 2011, o que vale a pena lê-la e meditá-la pela extraordinária, fascinante e profética mensagem, capaz de estimular-nos a ter um outro olhar sobre a missão dos Pastores, sobretudo, da Família na colaboração e promoção das vocações religiosas, sacerdotais e, de modo particular, as missionárias. Evidentemente o Papa se inclina carinhosamente sobre a “vocação ao sacerdócio ministerial”, pois sem ela não podemos pensar as outras. Por isso quero fazer aqui uma breve reflexão sobre esta vocação específica no âmbito familiar.

Não faz muito tempo que o ambiente familiar era propício para a promoção vocacional. Quem não se lembra da alegria no rosto dos pais quando percebiam que o filho desejava ser padre ou a filha, religiosa? Não era vergonhoso dizer aos vizinhos e aos familiares: meu filho vai ser padre! Minha filha vai ser freira, religiosa! Hoje nem pensar! Parece vergonhoso, pra não dizer, escândalo. O olhar de desdém não é raro, mas comum quando se percebe tal intenção em determinado jovem, principalmente se ele for talentoso, “que tem futuro profissional e outras qualidades”. Ser o homem da Eucaristia, da Palavra, da Lei Eterna, era bendito. Hoje bendito é ser qualquer outra coisa, menos padre. Afinal - dizem alguns -, diante dos escândalos de pedofilia e do próprio relaxamento da fé, como dos pecados dos filhos da Igreja, pra que perder tempo investindo a vida por algo que “parece” não ter mais prestígio, “futuro?” Porém, Deus é fiel e que continuará chamando a muitos, porque o Seu Evangelho não perde o encanto, a sedução e a atração ao seguimento a Jesus Cristo. Deus não deixará o mundo sem os Padres, portas que nos conduzem à santidade, à eternidade. 

Bom seria que nossas famílias redescobrissem o valor das vocações para elas mesmas, para a Igreja, para a sociedade e para a felicidade e salvação do mundo. Infelizmente é somente quando somos privados da pregação da Palavra, da Celebração da Eucaristia, dos Sacramentos e da própria condução dos “pais na fé”, os padres, especialmente neste mundo tão desorientado e necessitado de referenciais que conduzam à verdadeira felicidade, ao consolo da misericórdia de Deus, então sentimos o quanto não poderá existir Igreja peregrina e mundo mais feliz e santo sem os padres, pois eles são da vontade de Deus. Não é a Igreja que chama para ser padre, mas Jesus Cristo. Ela é o instrumento de Deus para confirmar e ministrar no jovem o poder de Cristo Sacerdote, quando chama do meio do Seu povo alguns para serem configurados à Sua pessoa como “Sacerdotes”. Concluo com as palavras do santo padre, Bento XVI: “Que as famílias sejam ‘animadas pelo espírito de fé, de caridade e piedade’ (Ibid., 2), capazes de ajudar os filhos e as filhas a acolherem, com generosidade, o chamamento ao sacerdócio e à vida consagrada”. Portanto, famílias, grande é a vossa missão junto à promoção das vocações sacerdotais. 

Antonio Marcos

Imagem: Encontro do Pe. João Paulo Dantas, CCSh, com o Santo Padre Bento XVI, Vaticano.

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