2011-02-07

De mãos dadas e sempre "de olho" no companheiro


Lendo nesses dias a literatura do aprendizado escolar, encontrei um texto inicial de FULGHUM, extraído de um Best Seller de sua autoria, e que muito me chamou a atenção pela simplicidade e riqueza de sentido. Peço licença aos que não são crianças para transcrevê-lo aqui, porque proporciona uma hermenêutica existencial capaz de dar sentido às nossas ações pessoais ou coletivas.

Diz o autor: Tudo o que eu preciso mesmo saber sobre como viver, o que fazer e como ser, aprendi no jardim da infância. A sabedoria não estava no topo da montanha mais alta, no último ano de um curso superior, mas no tanque de areia do pátio da escolinha maternal. Vejam o que aprendi:

Dividir tudo com os companheiros.
Jogar conforme as regras do jogo.
Não bater em ninguém.
Guardar os brinquedos onde os encontrava.
Arrumar a “bagunça” que eu mesmo fazia.
Não tocar no que não era meu.
Pedir desculpas se machucasse alguém.
Lavar as mãos antes de comer.
Apertar a descarga da privada.
Biscoito quente e leite frio fazem bem à saúde.
Fazer de tudo um pouco – estudar, pensar e desenhar, pintar, cantar e dançar, brincar e trabalhar, - todos os dias.
Tirar uma soneca todas as tardes.

Ao sair pelo mundo, cuidado com o trânsito, ficar sempre de mãos dadas com o companheiro e sempre “de olho” na professora.

Pense na sementinha de feijão plantada no copo de plástico: as raízes vão para baixo e para dentro, e a planta cresce para cima – ninguém sabe como ou por quê, mas a verdade é que nós também somos assim.

Peixes-dourados, porquinhos-da-Índia, esquilos, hamsters e até a semente no copinho plástico – tudo isso morre. Nós também.

E lembre-se ainda dos livros de histórias infantis e da primeira palavra que você aprendeu, a mais importante de todas: Olhe!

Tudo o que você precisa mesmo saber está por aí, em algum lugar. A regra de ouro, o amor e os princípios de higiene. Ecologia e política, igualdade e vida saudável.

Como diz o próprio autor: o texto era para os pequeninos que um dia tornar-se-iam adultos, mas pode hoje ser aplicado à vida da família, do trabalho, à forma de governo, aos relacionamentos diversos, ao mundo pessoal. A verdade que ele contém mantém-se clara e firme. “E é verdade, não importa quantos anos você tenha: ao sair pelo mundo, vá de mãos dadas e fique sempre ‘de olho’ no companheiro.”

Autor: Robert Fulghum. Tudo o que Eu Devia Saber na Vida Aprendi no jardim de Infância.
Fonte: Revista Construir Notícias, setembro/outubro de 2010.

Um comentário:

  1. Fantastico!!
    Bom,entao ainda que sou criança!
    quem nunca plantou fej'ao no algodao!
    rsr

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