Sexo virtual: fantasias e desilusões!

Escrito Por Antonio Marcos na domingo, janeiro 23, 2011 2 comments

 A modernidade apresenta o sexo virtual com suas variedades e impropriedades, descortinando em certos casos uma trajetória com conflitos psicológicos. A partir das últimas décadas, aumenta o número de pessoas que procuram compulsivamente experiências sexuais impróprias ou excessivas. Com o sexo virtual evitando doenças e envolvimentos psicóticos. A atividade sexual virtual é susceptível a se realizar com condições necessárias ao seu desempenho. É fazer sexo com o pensamento incensado pela visão, argumenta Virgínia Sadock, professora de Sexualidade Humana da Universidade de Nova York.
No curso da História da humanidade encontramos progressiva diferenciação no comportamento sexual, revelando nítida distinção entre ambos os sexos. Sob atual ponto de vista teológico, a sexualidade do homem se constitui parte essencial da natureza humana. Observando como enfoque fatores sócio-culturais, ocorrem extraordinárias mutações na conduta sexual. Prevalecem determinantes antropológicos, filosóficos, sociológicos e psicológicos, segundo Kinsey.
Apesar da magnífica evolução das ciências naturais, espaciais e dos meios de comunicação, milhares de pessoas apresentam dúvidas com relação às ocorrências sexuais. Nas regiões de desenvolvimento cultural deficiente, são constantes os tabus, o misticismo e conceitos mágicos. Já nos países superdesenvolvidos, a conduta sexual é envolvida por excessiva sofisticação. O sexo virtual se baseia nas fantasias que constituem o desejo de ter atividades sexuais, conscientes e inconscientes. As fantasias sexuais são produtos complexos do desenvolvimento psicológico intenso e recorrente de impulsos. As pessoas utilizam fantasias primárias optando pelo sexo virtual. Os meios que mais exploram as fantasias através do sexo virtual são filmes obscenos, videotapes, computadores e linhas telefônicas. O sexo "on line" favorece ligações amorosas ilícitas, levando muitas pessoas a desilusões e atividades sexuais incontroláveis que se refletem através da pedofilia, satiríase, ninfomania e homoerotismo.
O sexo virtual proporciona conseqüências indesejáveis com inibição no relacionamento pessoal, na relação conjugal e exaustão física e mental. Sexo virtual não é igual ao sexo real. O êxito não proporciona bons resultados na realidade. O sexo virtual apresenta comportamento compulsivo, problemas de identidade, abuso de substâncias tóxicas, fixações auto-eróticas e emoções sexuais reprimidas. As fantasias sexuais se relacionam com atitude repressiva ou excessivamente liberal na infância, de acordo com Margaret Mead desenvolve o auto-erotismo. É cada vez maior entre os jovens mais inteligentes e aplicados o relacionamento sexual singular dentro da realidade e próximo ao casamento, evitando a precocidade, a promiscuidade e a virtualidade. Sem os riscos das doenças sexualmente transmissíveis, das inversões e dependência. Optando pela sexualidade conjugal, benéfica a união e a perpetuação da humanidade constituindo a família.
No processo educacional, a criança não deverá ficar marginalizada dos segredos da sexualidade, sob pena de exaltar a curiosidade. A desinformação contribui para o aumento da incidência da pedofilia espontânea. A sexualidade sempre constituiu um tema universal inesgotável, ocasionando imensa perplexidade. Versões polêmicas coincidem com a História da humanidade e os mais consagrados autores argumentam que os padrões normativos se confundem. Não existe bissexualidade. O homem não desfruta desta condição, pois não é um ser hermafrodita, não possui duplicidade de sexo ou dois aparelhos genitais, o masculino e o feminino. Se exerce a bilateralidade o faz em dois segmentos, o hetero e o homossexual. Isto é irrecorrível.
Autor: JOSUÉ DE CASTRO, médico, professor e escritor
Fonte: Publicado no Jornal Diário do Nordeste, Fortaleza, 23 de janeiro (DEBATES E IDEIAS). "Os destaques no texto são meus"