2011-01-08

Que nos falte tudo, menos a Eucaristia!


Somos testemunhas do vazio que nos sobrevém quando nos afastamos da Eucaristia. Por mais que tenhamos nossas justificativas, nada deveria nos roubar do alimento eucarístico. O prejuízo de se estar privado dela é infinitamente maior do que a dor de Santa Teresa de Ávila em ter se afastado da oração. Os santos encontravam na Eucaristia exatamente o sustento, a força e o alimento espiritual, especialmente quando lhes chegavam a aridez da alma, a secura da oração. Infelizmente nós, filhos da modernidade, estamos sufocados pelos compromissos e amordaçados pelo comodismo.
Diz-se que as novas gerações não vão mais à Santa Missa. Não é verdade absoluta! No entanto, é bem verdade que em muitos ambientes a Santa Missa parece mais apenas um lugar de súplicas por dinheiro para se fazer essa e aquela obra, como até a homilia ganha tal conotação. Também algumas homilias são pesadas ou superficiais, não dizem nada por nada. Em tempo de distrações e valorização da estética, o ambiente da celebração da Eucaristia precisa do mínimo favorecimento do silêncio, o zelo e piedade na preparação e acolhida dos fieis. Depois, quem a celebra, padre e fieis, o façam com alegria e desejo.
Pois bem, como já disse, bom seria que nada nos afastasse da celebração da Santa Missa, mas isso não acontece infelizmente com muita gente de boa intenção, e precisamos reconquistá-las. Cada Missa tem o poder de nos recriar, de injetar em nós alegria e esperança, de reconstruir nossa vida e redirecionar o caminho porque a graça de Deus age independente do lugar, da fraqueza do padre celebrante e das circunstâncias desfavoráveis. É lá que somos alimentados pela Palavra de salvação e pelo pão da vida eterna. É lá que aprendemos a comunhão fraterna. Que nossas dores, decepções, sofrimentos e necessidades não nos afastam da Eucaristia, pois nesta vida tudo pode nos faltar, menos a Eucaristia!   
Antonio Marcos  

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