2011-01-10

Quando o homem terminar, é então que Deus começa!


Terminado o ciclo litúrgico do Natal com a Festa do Batismo do Senhor, inicia-se o “Tempo” Comum do Calendário Litúrgico (Ano A) que se desenrolará nas suas 33 ou 34 semanas, sendo interrompido pelo Ciclo da Páscoa, antecedida pela Quaresma, que terá início na 4ª feira-feira de cinzas. Depois o Tempo Comum (TC) prosseguirá após a finalização do Ciclo da Páscoa, logo depois do Domingo de Pentecostes.  
O período do TC é também importante para a vida da Igreja, porque se assemelha e celebra a cotidianidade da fé cristã, da vivência do nosso Batismo. É o tempo em que podemos acompanhar na Liturgia da Palavra os aspectos da vida pública de Jesus, seu Ministério que teve início logo após o Batismo por João nas águas do Rio Jordão. Cada Domingo do Tempo Comum é o Dia do Senhor, a nossa Páscoa semanal. Nesse período é celebrada boa parte da memória dos Santos, Apóstolos e Evangelistas e dos Mártires da Igreja, dando especial destaque para as Festas de Nossa Senhora. Ao longo dos séculos foram introduzidas no TC outras importantes festas, tais como: Santíssima Trindade, Corpus Christi, Sagrado Coração de Jesus e Cristo Rei.
Significativa a leitura do Evangelho que dá início ao Tempo Comum deste ANO A (2011): “E, passando à beira do mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus lhes disse: ‘Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens’. E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus” (Cf. Mc 1,14-20).
É este o sentido e o significado do TC na Igreja, o seguimento a Cristo. Importa para nós lembrar sempre que as maravilhas de Deus, “Sua ação misteriosa” (cf. Jz 13,19), Seu desígnio nas nossas vidas e na vida da Igreja acontece no ordinário, até mesmo no escondimento, nas entrelinhas. O TC nos proporciona a graça para não cairmos no “mesmismo da fé”, muito menos na tibieza, porque, com diz Sua Palavra: “Quando o homem terminar, é então que começa; e quando parar, sua perplexidade permanece” (Eclo 18,7).
Antonio Marcos  

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