2011-01-09

Pela Igreja, pelos jovens, pelos homens cada dia hei de viver!

Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Católica Shalom, costuma contar em ocasiões especiais de celebração da Obra, seu testemunho que, por sua vez, é sempre contagiante, embora nada tenha acontecido de extraordinário e é exatamente no ordinário da vida de sua família que Deus vai agir com sua providência.

Depois de cinco filhas mulheres, Sr. Moysés e Sra. Nair pediam a Deus um filho homem e esse pedido fora atendido. Moysés Azevedo é mesmo o fruto da oração de um casal de fé. “Tia Nair” (com 44 anos) havia prometido a Deus, que se lhe desse um filho homem, consagrá-lo-ia a Deus pelas mãos de São Francisco de Assis. Depois de alguns anos, quando o Moysés já decidira seguir a Cristo com a entrega plena de sua vida, Tia Nair chegou a dizer descontraidamente a Deus: “Senhor, eu o consagrei a Ti, mas também não precisava levá-lo assim de forma tão radical! (rs!)” Mas, como todos que conhecem a Tia Nair sabe, ela é uma mãe muito feliz e grata a Deus por ter dado a Cristo, à Igreja e à humanidade um filho que se deixou usar pela graça  e se tornou assm instrumento de salvação para a vida de muitos. Bendita promessa feita a Deus! 

Família tradicionalmente católica, de Santa Missa aos Domingos pela manhã bem cedo, assim educou os filhos no caminho da eucaristia. A firmeza para com os filhos era inegável na intenção de uni-los a Deus e à Igreja. No entanto, apesar dessa educação, o jovem Moysés se afastou de Deus e buscou outras fontes de felicidade, prazeres e interesses, o que apenas o fez infeliz. Mas Deus tem seus caminhos, seus desígnios, sua providência. Sua graça é capaz de nos alcançar onde quer que estejamos.

Aos 16 anos acontece o encontro com os jovens da Igreja. Logo Moysés percebeu que a alegria e os ideais que moviam aqueles jovens católicos escondiam o segredo da vida e da felicidade. Quando de fato encontrou a Igreja por amor e convicção de fé, por experiência de Deus, descobriu que Jesus não era uma ideia, mas estava vivo, presente e podia preenchê-lo da felicidade que ninguém pode dar.

A partir de então começou a se engajar no movimento de jovens do Colégio Cearense (onde estudava) que cuidava de evangelizar outros jovens. Um jovem normal que traz consigo o sonho de um namoro santo e um matrimônio feliz. A experiência mais viva da Pessoa de Jesus e da força dos Carismas do Espírito Santo já acontecia em seu interior, graças a um amigo e aos retiros dos quais costumava participar. No entanto, tal experiência vai inflamando sua vida de um desejo sempre crescente por fazer algo mais pelos jovens da cidade de Fortaleza, os quais viviam tempos de indiferença à fé e eram seduzidos pelas ideologias e todos os tipos de antivalores. Ele mesmo conta que ao olhar para os jovens no seu cotidiano se perguntava: “Recebi a graça de Deus por misericórdia e sou responsável pelos outros. O que então posso fazer pelos outros, pelos jovens?” Essa pergunta o inquietava profundamente, algo parecido como a busca de sentido que acontecia no coração do jovem Agostinho de Hipona, mas aqui era o desejo do Moysés para que tão logo sua experiência de Deus chegasse aos outros jovens.

O Jovem Moysés, membro da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Fortaleza, é convidado pelo Arcebispo D. Aloísio Lorscheider para ofertar um presente ao Papa João Paulo II, por ocasião de sua primeira visita ao Brasil e sua passagem em Fortaleza (1980). Tendo perguntado ao Bispo que presente daria, ouviu dele a seguinte resposta: “É você que deve escolher o presente que quer dar ao papa!” Após pensar e rezar, disse o Moysés ao Arcebispo: “Quero dar a Cristo e à Igreja o que de graça recebi, a minha juventude para evangelizar!” E foi exatamente isso que fez no dia 09 de julho de 1980 quando se ajoelhou diante do santo padre. Ele conta que aquele fora “um dia fundamental, pois o abraço do papa lhe foi o abraço de Cristo e da Igreja que recebiam sua generosa, sincera e ousada oferta de vida”.

Dois anos depois, 09 de julho de 1982, Deus manifestava ao mundo o primeiro broto da semente que se chamaria Comunidade Católica Shalom, a lanchonete para evangelizar! Bendito seja Deus pela sua escolha, pela sua misericórdia, pela sua providência. Imensa gratidão ao jovem Moysés que respondeu ao chamado com fé, coragem e fidelidade. Bem dizia sempre o papa João Paulo II: “Jovens, não tenham medo de ofertar vossas vidas a Cristo, pois vale à pena!”. Finalizo esta partilha com o trecho desta linda canção feita para homenagear o Moysés em um dos seus aniversários de vida, a partir dos escritos do Carisma: “Quero ofertar minha vida, gastar os meus dias, minha juventude por amor, pela Igreja, pelos jovens, pelos homens, me consumirei, (...) cada dia hei de viver!”

Antonio Marcos

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