2011-01-25

Dra. Zilda Arns era a nossa Madre Teresa de Calcutá


O Brasil sempre teve muito orgulho de Dra. Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança. Dolorosa foi a notícia de sua morte há pouco mais de um ano, 12 de janeiro de 2010, quando em visita ao Chile, nas atividades internacionais de promoção e instalação da Pastoral da Criança, foi vítima do terremoto que dizimou milhares de pessoas. No mundo todo, muitas pessoas, crédulos e incrédulos, reconheceram com orgulho o que esta mulher, mãe, médica e avó realizou na sua docilidade e coragem por deixar Deus fazer da sua vida doação e acolhida aos outros. 
O entusiasmo e a fé com que assumia seus compromissos com a felicidade dos outros eram incontestáveis. Muito diziam: “Dra. Zilda é a nossa Madre Teresa de Calcutá”. Católica fiel e irmã do arcebispo emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, Dra. Zilda foi criadora do projeto inicial da Pastoral da Criança e principal articuladora da mesma até sua morte. Mulher apaixonada pela vida, marcou inconfundivelmente a história da Igreja no Brasil e nossa sociedade com o seu testemunho generoso e perseverante em prol de nossas crianças. Recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais por seu trabalho, mas, o mais importante deles foi, sem dúvida, a gratidão dos menos favorecidos que a amavam como filhos.       
Faço aqui memória desta mulher admirável, testemunha fiel do Evangelho e da força construtiva da caridade. Cito em caráter conclusivo um fragmento de suas palavras no último discurso numa igreja pouco antes de morrer no Chile e que diz muito do segredo do seu amor à pessoa humana e de sua inteira dedicação na defesa da dignidade das crianças: “Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe dos predadores, das ameaças e dos perigos e mais perto de Deus, devemos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los”.
Antonio Marcos

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