Talvez minhas palavras sejam "poesias"...

Escrito Por Antonio Marcos na sexta-feira, dezembro 10, 2010 Sem Comentários
Os primeiros minutos de um novo dia eram testemunhas de que ainda me encontrava concentrado nos papeis formais. Deixava a memória assimilar, mas sentia que meu coração se encontrava em outros lugares, fazendo outras assimilações e “curtindo”, de certo modo, o que somente toma forma mais concreta quando o silêncio chega. De repente recebo uma mensagem de uma amiga tão distante, quase fronteira, ainda acordada, talvez fazendo também suas assimilações ou desejando fazê-las. Suas breves palavras me fizeram pensar e rezar: “Oi querido amigo! Reze por mim, por esse coração que só me faz sofrer. Não estou conseguindo rezar! Deus te abençoe! Beijos!” Eu lhe respondi imediatamente:Olá amiga, saudade! Hoje eu lembrei de você e rezei ao coração de Maria por sua vida. Confia teu coração a Ela e louve, reze com a simplicidade de cada detalhe: o acordar, o sorrir, a saúde, a fé dos mais simples, a dor dos que vemos na rua..., Deus sabe criar modos de falar conosco!”
Respeitei e compreendi quando me disse que “seu coração a fazia sofrer”, porque sei que o coração reage quando o objeto do amor não edifica, quando os desencontros precisam provocar em nós uma assimilação, talvez, das mais desafiantes, que é deixar que passe o que deve passar e acreditar que podemos amar de novo, participar de uma nova descoberta, de uma alegria que indique a direção da felicidade, não sem desafios e riscos, é claro, mas sempre com esperança nas contínuas surpresas do amor. Penso ainda que os novos encontros se tornam ainda mais possíveis quando o perdão e a reconciliação nos ajudam na afinação da harmonia do coração. Talvez minhas palavras sejam “poesias”, mas o fato é que Deus sabe criar modos de falar conosco porque nos quer felizes! E quando penso que Deus me quer feliz, sendo Ele a fonte de toda felicidade, então “o coração pode até me fazer sofrer”, mas nunca deixará de acreditar que serei feliz no amor! Fui dormir pensando nessa assimilação!
Antonio Marcos