2010-12-02

Pra que nossa esperança seja mais que a vingança

Na canção “Novo Tempo” de Vitor Martins e Ivan Linz, por sua vez bela e harmoniosa, interpretada agora por Pe. Fábio de Melo (Cd Iluminar), é de uma letra carregada de sentido, uma espécie de “teologia existencial”, ou melhor, uma “teologia da esperança”. Daí que quis aqui fazer memória para que comunique aos nossos corações um pouco da sua mensagem, da sua mística e da sua projeção na alma, exatamente quando diz: “No novo tempo, apesar dos perigos, da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver, pra que nossa esperança seja mais que a vingança, seja sempre um caminho que se deixa de herança. No novo tempo, apesar dos castigos, de toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer. No novo tempo, apesar dos perigos, de todos os pecados, de todos os enganos, estamos marcados pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver. Pra que nossa esperança, seja mais que a vingança, seja sempre um caminho que se deixa de herança (...)”.

É isto, apesar dos perigos, inclusive do desamor e da barbárie das consequências do egoísmo nas nossas vidas e, principalmente, na dos outros, que a esperança seja mais que a vingança, seja ela um caminho. Lembro bem de uma expressão que ouvi em uma das formações de quando estava no Noviciado Shalom: “Se não deixamos um rastro de bem na vida dos outros, a nossa existência se torna estéril”. Neste Novo Tempo, tempo no qual Deus passa a fazer parte de nossas vidas mediante a fé operante, as injustiças não estão isentas do nosso caminho, mas podemos vencê-las quando aprendemos a solidariedade, a socorrermos uns aos outros, principalmente com o perdão. Não fomos criados para a morte, para o pecado ou para a timidez diante dos perigos, não, mas fomos criados para a vida, para sobrevivermos. A plenitude da vida virá naquela noite em Belém, mesmo depois da crueldade de Herodes, por isso é que a nossa esperança precisa vencer a vingança. Ajuda-nos, Senhor, a vivermos essa esperança hoje, neste Novo Tempo!

Antonio Marcos

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