2010-11-01

Essa vida, que esperamos para depois da morte, é uma realidade!


O Dia de Finados é celebrado, todos os anos no dia 2 de novembro. Desde o século I, os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a igreja dedicava um dia do não para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Também o abade Santo Odilão, do mosteiro de Cluny (França) em 998 pedia aos monges que fosse celebrado o ofício pelos defuntos nas vésperas do ofício do dia 1º de novembro. Desde o século XI, os Papas: Silvestre II(1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015), pediram ás comunidades a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passou a ser comemorado em 2 de novembro , porque 1º de novembro é a Festa de todos os Santos.    
A morte sempre foi um mistério profundo para todos nós. E a Igreja propondo-se à celebração do Dia de Finados logo após a celebração do Dia de todos os Santos, outra intenção não tem  senão nos colocar diante da vida para olhar o passado, o presente e, sobretudo, o futuro. Visitando o cemitério onde estão enterrados nossos entes queridos, debruçamo-nos sobre os nossos limites e fraquezas, confrontando-nos com o fato de que um dia também nós estaremos lá. E é bonito pensarmos que, ao fazermos as nossas visitas, onde jazem os falecidos, nossos entes queridos, é uma maneira concreta de ainda amarmos na terra os que já estão no céu. A fé cristã sempre deu ao homem a certeza que essa vida, que ele espera para depois da morte, é uma realidade.
Fonte: Dom Irineu Scherer. Meditações para viver a esperança, 2008.

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