De Deus viemos e a ele voltaremos

Escrito Por Antonio Marcos na segunda-feira, novembro 01, 2010 Sem Comentários

A Igreja primitiva nasceu do sangue dos mártires – “o sangue dos mártires é semente de novos cristãos”, afirma Tertuliano – e, consequentemente um grande patrimônio de santidade. O martirológico antigo constituía-se na base do culto dos santos. É um patrimônio que não se pode esquecer, como também o testemunho de todos os santos e santas de Deus, que nos precederam, ao longo de toda a história da Igreja. E é deles que podemos aprender lições de fé, capazes de atrair novas pessoas para uma verdadeira experiência de Deus. (...) De Deus viemos e a ele voltaremos. Quando? Ninguém sabe o dia e nem a hora de seu grande dia, que São Francisco chamava de “irmã morte”. Depois da morte vem o juízo, o inferno ou o paraíso.
A morte é onde se dá a separação entre o corpo e a alma. Deus não é o autor da morte. Foi o homem que, usando mal a liberdade que Deus lhe deu, pecou, e ao pecar, permitiu que a morte entrasse no mundo. Com a morte, o corpo cai na corrupção, enquanto a alma, que é imortal, vai ao encontro do julgamento divino e espera reunir-se ao corpo quando este, transformado, ressuscitar no regresso do Senhor.
Compreender como acontecerá a ressurreição supera as possibilidades da nossa imaginação e do nosso entendimento. [Diz o Catecismo, 998: “Todos os homens que morreram ressuscitarão: os que tiverem feito o bem (sairão para ressurreição de vida; os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de julgamento” (Jo 5,29)].  O que crê em Cristo e segue o Seu exemplo pode assim transformar a pró-pria morte num ato de obediência e de amor ao Pai. “É certa esta palavra: se morrermos com Ele, também com Ele viveremos” (2Tm 2,11). A vida eterna é a que se iniciará imediatamente após a morte. Ela não terá fim.
Fonte: Dom Irineu Scherer. Meditações para viver a esperança, 2008.