2010-10-01

Santa Teresinha: lindo e misterioso é o desígnio de uma amizade!


Querida Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, imensa é a minha alegria em poder, neste dia, dedicar-te essas palavras como fruto da gratidão por nossa amizade. Quero te pedir permissão para contar um pouco de como nos conhecemos na esperança de que este testemunho ajude a cativar outros corações para uma amizade contigo, a santa do amor, Padroeira universal das missões.

Tudo começou há 14 anos, exatamente em 1997, ano da celebração do centenário da morte de Teresinha. As suas relíquias visitaram o Brasil e vieram à Fortaleza. Tive a feliz oportunidade de ir até a Catedral, muito mais por curiosidade, e contemplei lá uma enorme multidão que, com esforço, perseverança, paciência e fé, chegava até a urna (relicário) para rezar à Santa Teresinha. Infelizmente não cheguei tão perto. Mas saí de lá com algumas interrogações: quem era de fato aquela mulher tão querida, tão amada pelas pessoas? Por que tantos jovens se encontravam naquele lugar, desejosos de tocarem naquelas relíquias? Fiquei inquieto e penso que Teresinha já me cercava.

No ano de 1998 fiz o meu seminário de Vida no Espírito Santo, no Renascer. Quando entrei no grupo de oração da Obra Shalom, logo descobri que Teresinha era muito querida pela Comunidade Shalom, especialmente pelos jovens. No entanto, infelizmente, algumas pessoas me passaram uma imagem deturpada e preconceituosa de Santa Teresinha. Disseram-me ser ela uma santa infantil, que tinha uma espiritualidade superficial, que falava de rosas, de uma pequena via e ainda se considerava o brinquedinho de Jesus. Ah, na minha arrogância e total desconhecimento, concluí: não gosto de Santa Teresinha! Tentei ficar distante e indiferente, mas sentia que algo dentro de mim me chamava a conhecê-la melhor.

Lembro bem que um dia, uma irmã do grupo de oração me convidou a ler o livro “História de uma Alma” (Autobiografia de Santa Teresinha). Ela mesma me emprestou o livro. Achei-o inicialmente chato, mas a leitura foi ficando interessante e fui aos poucos sendo cativado. Logo depois comprei um livro para mim. Começava a entender os contornos do que seria a “pequena via” de Santa Teresinha. Lembro que nas primeiras páginas dessa obra consta uma Carta Apostólica do Papa João Paulo II, por ocasião da Celebração em Roma, na qual Santa Teresinha recebera o título de Doutora da Igreja, Doutora da Ciência do Amor Divino. Aliás, um texto que vale a pena ler e rezar, esse, de João Paulo II. Eu e Teresinha ficávamos amigos aos poucos e já não tinha mais a seu respeito aquela imagem inicial.

As surpresas vieram naturalmente. Dizem que são os santos que primeiramente nos escolhem e intercedem para que os conheçamos. É como se Deus confiasse àquele santo uma parcela do processo da nossa conversão, missão e salvação em Cristo Jesus. Não sei se é verdade, mas eu creio e acho isso de uma riqueza espiritual imensa. Pois bem, quando Deus nos quer dar um amigo, Ele cria oportunidades para que nos conheçamos melhor, convivamos e nos descubramos, é lindo e misterioso o desígnio de uma amizade, assim também acontece com os santos, assim aconteceu entre eu e Teresinha. Eles realmente nos escolhem!

Antonio Marcos

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