2010-10-19

O importante não é vencer, mas competir!


Na pré-história correr fazia parte da sobrevivência, significava escapar do perigo ou garantir o alimento. O tempo passou e continuamos correndo. É uma necessidade, mais ainda nos tempos atuais. Não é esta a nossa briga com o tempo? E para correr o fazemos com as pernas ou com os pensamentos, mas também com ambos, afinal, somos um todo, Corpo e Mente. Assim é o ser humano!

A Grécia homenageava os seus deuses com os jogos olímpicos e assim nos deixou o legado de que o corpo do homem nasceu para o movimento. Este corpo caminha sempre acompanhado da mente, caso contrário, adoece. A sociedade latina do primeiro século registrou a máxima da junção corpo e mente: “Mens sana in corpore sano” (mente sã em corpo são). Para os atletas que fazem do esporte a profissão, sabem da importância desse axioma. Claro, a cultura cristã nem sempre concorda com esta frase, mas, quando se trata de considerar a atividade física feita com equilíbrio e como cultivo dos cuidados com a saúde, a aquisição de valores e a superação dos próprios limites, o que é para uma maioria que corre por prazer, todos concordamos com o que disse o francês Pierre de Coubertin: “O importante não é vencer, mas competir”.

Muitos de nós já ouvimos a história de como nasceu a maratona, mas repito aqui para quem não ainda conhece. Em 490 a.C., na Grécia antiga, a vontade de anunciar a vitória de seus compatriotas atenienses sobre os persas no campo de batalha situada na aldeia da Ática em plena planície de Maratona (grego márathon), levou Fidípios a correr 40 km da planície até Atenas. Sobrecarregado com as batalhas e a corrida, o bravo soldado deu a notícia e morreu em seguida, estava exausto (Batalha de Maratona). Daí vem o nome da corrida.

A distância da maratona padronizada de 42,195 km foi adotada oficialmente a partir de 1924 nas Olimpíadas de Paris, tendo como base as Olimpíadas de 1908 sediada em Londres. Nesse ano o Comitê Olímpico Britânico definiu a distância padrão de 42,195 km. A mudança teve como propósito possibilitar os reis britânicos apreciarem a chegada dos atletas não mais no estádio de Londres, mas de frente o castelo de Windson.

A Maratona se tornou a prova mais difícil do atletismo e o símbolo da superação dos limites humanos. Os adeptos da corrida sonham um dia poderem completar uma maratona, o que não é fácil, mas quando este se realiza é motivo de intensa comemoração porque não acontece da noite para o dia, mas constitui uma soma de elementos: a paixão pela corrida, a disciplina, a dedicação nos treinos, as metas e a intensa preparação quando se aproxima do sonho. Para nós, os simples mortais deste esporte, não nos interessa o tanto o pódio, mas a superação dos nossos próprios limites, daí que a alegria de competir é mais importante do que vencer.

Antonio Marcos

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