2010-10-02

Fidelidade: o amor é um gesto fiel com sede de eternidade!



Em nosso meio a infidelidade, sobretudo por parte do homem, não só é aceita por muitos como benevolência, como chega até, por vezes, a ser decantada como uma espécie de manifestação sadia da masculinidade. De alguma forma existe uma espécie de manifestação sadia da masculinidade. De alguma forma existe uma espécie de “cultura da infidelidade”, no sentido de, ao menos em certos ambientes, a infidelidade conjugal ser admitida com uma certa naturalidade. “Em uma sociedade utilitarista, na qual as coisas são cada vez mais feitas para um serviço momentâneo, temos que afirmar vigorosamente, mais do nunca, que o amor é um gesto fiel com sede de eternidade”.

Entretanto, a educação para a fidelidade não passa somente, nem em primeiro lugar, pelo ângulo da sexualidade propriamente dita. Ela é bem mais profunda e bem mais abrangente, pois a quase-cultura da infidelidade não se restringe ao campo da sexualidade; ela pervade muitas outras áreas. De alguma forma deve-se dizer que a infidelidade no campo sexual é apenas um reflexo das outras infidelidades. Basta pensar na bastante generalidade falta de seriedade à palavra dada, falta de senso de responsabilidade diante de um compromisso assumido, falta de seriedade diante de papéis assinados, e carimbados. Tudo isto nos indica que há um grande trabalho a ser desenvolvido no que tange à fidelidade.

Fonte: Frei Antonio Moser. O Enigma da Esfinge, A Sexualidade, 2001.

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