2010-10-02

A fidelidade não se confunde com a desconfiança, a possessividade e o ciúme


Hoje ninguém mais aposta fortunas na fidelidade. Entretanto, a sintonia com os planos de Deus se torna impossível sem fidelidade: Deus é fiel e é a fonte de toda fidelidade. Esta não pode ser entendida apenas como o oposto do adultério. Só quem é fiel até no pouco será capaz de ser fiel também no muito. Fidelidade significa, antes de mais nada, atenção ao outro, aos seus desejos e sentimentos. Fidelidade significa também constância, persistência no propósito de alavancar o crescimento do outro e na busca dos objetivos comuns.

Não apenas o relacionamento estritamente sexual, mas também no relacionamento que se dá, por exemplo, na amizade no convívio diário, exige autenticidade e transparência. Só quem é autêntico é capaz de ser fiel, e só é fiel quem é capaz de viver na autenticidade. Está claro que a fidelidade não se confunde com a desconfiança, a possessividade e o ciúme. É significativo que São Paulo coloque os ciumentos entre os que serão excluídos do Reino (Gl 5,19). Pelo contrário, a fidelidade pressupõe uma confiança sem limites e a capacidade de deixar o outro ser.

Fonte: Frei Antonio Moser. O Enigma da Esfinge, A Sexualidade, 2001.

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