2010-09-22

São Padre Pio: um pobre frade que reza!


A celebração da memória de São Padre Pio de Pietrelcina é de grande importância para um número considerável de fiéis católicos e não católicos em todo o mundo. Este humilde capuchinho de San Giovanni Rotondo nos deixou um testemunho de amizade com Deus, de humildade e serviço. exemplares. Quem conhece o mínimo da sua história sabe das horas em que se dedicava ao confessionário atendendo às pessoas, acolhendo-as, amando-as, exortando-as ao bem e dispensando-lhes a graça da misericórdia de Deus.

Este homem conheceu o sofrimento na sua própria experiência de vida e de decisão por Deus. “Ele procurou em toda a sua vida conformar-se cada vez mais com o Crucificado (…), pois, sem esta referência à Cruz não se compreende a sua santidade”, disse João Paulo II, na Homilia de Canonização de Padre Pio, em junho de 2002.

Pe. Pio recebeu os estigmas (chagas) de Cristo, a exemplo do seu pai seráfico, são Francisco de Assis, no entanto, tinha vergonha em mostrá-las porque imaginava que os outros “pensariam que ele era um santo”. Para ele era “humilhação” carregar as chagas do próprio Senhor. Este fato muito nos fala porque vemos a escolha de Deus gratuita nas nossas vidas. Ele nos concede as suas graças não mediante os nossos méritos, virtudes ou mesmo fraquezas, mas mediante os méritos de Cristo, mediante a sua incalculável bondade.

A atração que tiveram as pessoas pela vida de Padre Pio consistia na verdade, no fato de ser ele apaixonado por Jesus Cristo e tê-lo como único bem. Para manter essa comunhão de amor, a fonte e o segredo da sua fecundidade apostólica, da sua sabedoria no aconselhamento e no amor ao Mistério Eucarístico era, sem dúvida, o tempo que dedicava a estar com o Senhor. Ele mesmo costumava repetir quando definia a si mesmo e sem nenhuma presunção, mas confiança: “Sou um pobre frade que reza”.

Como rezava João Paulo II, nós também queremos expressar nossa gratidão a Deus por este santo homem humilde, por este homem santo. Em tempos como os nossos em que as pessoas estão desesperadas a correr contra o tempo nas suas muitas atividades, Padre Pio nos ensina o segredo e a força da oração, pois “rezar não é perder tempo”, diz o Papa Bento XVI (Deus Caritas Est). Oração e caridade caminhavam juntas na vida de Padre Pio, por isso sua própria vida se tornou uma “casa para aliviar o sofrimento de muitos que acorriam a ele”.

Rezar nunca deve ser um fechar-se egoisticamente, mas um estar a sós com o Senhor, ser preenchido do seu amor e transbordá-lo aos homens, especialmente aos mais necessitados. O Senhor nos conceda a graça de sermos também uma casa para aliviar o sofrimento de muitos. São Padre Pio de Pietrelcina, intercedei por nós!

Antonio Marcos

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