2010-09-09

Onde está mesmo o “Salto Mortal”?


Então, caros leitores, como eram esperados, os escândalos continuam na campanha política dos presidenciáveis e tudo já tão perto das eleições. O jogo político e as armações maquiavélicas não deixam por baixo mais uma vez a sujeira dessa crosta. Inicialmente a candidata do PT comprou briga com a Igreja Católica quando se pronunciou e se embaralhou em outras ocasiões ser favorável às questões que ferem os valores da família e da vida. Suas contradições ficaram evidentes e o povo cristão reagiu, seja católico, protestante ou de bom senso. Na verdade, diria, não foi muita novidade por sabermos que a filosofia do PT fora cada vez mais explícita no que corresponde às ideologias que vão contra a dignidade humana. Todos nós vimos que não há liberdade para que os candidatos filiados ao PT sejam livres para opinarem contra o aborto.
Por outro lado o candidato do PSDB, Sr. José Serra, faz campanha mesquinha, de ataque ao adversário, embora visto pela maioria como o “mal menor”, pois não deveríamos esquecer a sutil e ao mesmo tempo explícita campanha abortista que fez enquanto ministro da saúde, bastaria falar da “pílula do dia seguinte e da larga promoção da camisinha”.  E mais, quem não lembra de quando o Sr. José Serra era visto na Campanha do Lula quase como que “o desastre do Brasil se fosse eleito”, mas agora alguns o consideram quase como que “o salvador da pátria”, quem diria! Mas, como se diz, “os políticos também mudam, se não de consciência, ao menos do lado político quando os interesses pessoais são favorecidos!” Se o escândalo do vazamento da Receita Federal for também “uma armação política” em que não inocente nenhum dos partidos que disputam o cargo presidenciável, então estaremos mesmo fazendo papel de palhaços, tudo terá sido uma manobra política de forma a desviar o foco das questões mais cruciais como os direitos da família e da vida. 
Em defesa da acusação de que o vazamento da Receita Federal estaria veiculado à sua campanha, a candidata do PT, Sra. Dilma, afirmou que existe um salto mortal entre ambos. Perguntamo-nos: quem está sendo enganado e prejudicado nesta questão? Nos debates políticos na TV o Sr. Serra disse que, se eleito, não teria nenhum problema chamar integrantes do PT para o seu governo. Quem sabe a Sra. Dilma, se eleita, chame-o para o seu governo. Não nos enganemos: um salto mortal pode existir de fato entre a receita e a campanha da Sra. Dilma, como ela mesma disse, mas me parece que este salto se torna literalmente mortal quando se trata de querer camuflar as questões vitais, das quais dependem a paz, a vida e a felicidade do nosso povo, não simplesmente social, econômica, mas, sobretudo, a salvaguarda dos direitos fundamentais de uma nação na qual existem muitos homens e mulheres que ainda creem, se não, homens de boa consciência que reconhecem que a pessoa humana é um valor inalienável. Enfim, estamos numa encruzilhada onde é preciso fazer o salto e que esperamos que não seja mortal para a vida de cada cidadão, especialmente dos mais indefesos e da família.
Antonio Marcos

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