2010-09-28

Ninguém toque em Caim!


Deus é a vida que cria vida. E o homem, enquanto ser divino, é chamado a procriar e proteger a vida na família e no planeta. Celebração de uma Ética da Vida a partir da fundamentação religiosa é a Encíclica Evangelho da Vida, de João Paulo II (1995). Uma vida interpretada em sentido religioso constitui um poderoso antídoto contra o adoecimento cultural e físico.
A Vida está acima de tudo! Compreende-se por que as Religiões são defensoras extremas da vida: Deus é Vida. E Deus, cioso de sua criação, abomina qualquer matança da vida: eutanásia, o aborto, a eliminação de embriões, a violência ideológica, a discriminação econômica e física contra o corpo e a mente do outro, o desrespeito da natureza e dos animais.
A pena de morte, admitida durante séculos pela humanidade e pela Igreja, hoje é reprovada pela Religião, que evolui com o evoluir da sensibilidade humana. Se o assassino se manchou de sangue, o mesmo não pode fazer o Estado, que usará outros meios, entre eles o ensino da moral e a realização da racionalidade social, para coibir o assassinato. Diminuem, no mundo, os Estados com pena de morte e aumentam os grupos inspirados no lema “Ninguém toque em Caim!” (cf. Gn 4,15).
Fonte: Antonio Marchionni. Ética, a Arte do Bom, 2008.

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